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Aula 01/02/16 - O Cristão E O Carnaval

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016

 

O CRISTÃO E O CARNAVAL

1º. /Fevereiro/2016

 

O que é o Carnaval? -: o carnaval é uma festa profana que antecede o início da Quaresma, e que tinha, no seu início, a duração de três dias, começando no domingo e terminando na 3ª. Feira.  Embora não tenha nada a ver com o calendário litúrgico da Igreja, o carnaval tem a sua data de início de acordo com ele, pois, como sabemos, sempre deve (ou deveria) terminar no dia anterior à 4ª. Feira de Cinzas.

Também o nome do carnaval está ligado à Igreja, pois significa “festa da carne”, isso porque a Igreja recomenda, na Quaresma, a abstinência de carne. Assim sendo, nos tempos mais remotos, quando todos observavam essa recomendação da Igreja, costumava-se festejar e comer muita carne, pois os próximos 40 dias eram dedicados à penitência e ao jejum. O consumo de carne era mais pronunciado na 3ª. Feira, por isso esse dia costumava (e ainda costuma) chamar-se “3ª. feira gorda”.

Com o passar dos anos, principalmente no Brasil, o carnaval, que inicialmente, embora profana, era uma festa popular, tornou-se uma festa que fugiu completamente das razões de suas origens. Hoje, quase todo o povo participa do carnaval, mas não tem sequer idéia do período da Quaresma e muito menos do seu significado.

 

A festa pagã -: hoje, o carnaval é uma festa onde tudo pode acontecer. A confusão entre cristianismo e paganismo não é de hoje, datando de muitos e muitos anos. De qualquer maneira, é bom que o cristão católico se lembre de que o carnaval tem, pelo menos, dois aspectos bastante distintos: o carnaval de rua e o carnaval dos salões, totalmente diferentes um do outro. Enquanto o carnaval de rua tornou-se um espetáculo voltado, principalmente nas grandes cidades, para o turismo e para o comércio, o carnaval dos salões de baile é mais íntimo e mais restrito às camadas mais abastadas do povo.

No entanto, por qualquer aspecto em que se encare o carnaval, hoje em dia ele é considerado por uma imensa maioria como uma festa onde tudo pode acontecer, e tudo é permitido. Dessa forma, os dias de carnaval significam liberdade sexual, bebedeira, brigas, confusões e tudo o mais. Sobre os abusos sexuais, os próprios governos aceitam isso, fazendo campanhas para o uso de preservativos. No entanto, isso de nada vale, pois está comprovado que o número de abortos sobe drasticamente nos meses posteriores. Também durante o carnaval, crimes de toda espécie acontecem, infelizmente. Outra faceta do carnaval, esta bastante desrespeitosa com a Quaresma, é a duração do carnaval em algumas (muitas!) regiões do país, onde a “festa” prossegue, invadindo a Quaresma por mais de uma semana.

O arcebispo de Londrina, dom Orlando Brandes, resumiu em poucas palavras os perigos mais evidentes do carnaval hoje em dia: “No carnaval, é preciso tomar cuidado com AIDS, alcoolismo, acidentes, infidelidade conjugal, gravidez indesejada, falência de casamentos e fracassos familiares. Muitas pessoas perdem o bom senso”.

 

O católico e o carnaval -: o católico pode participar das festas do carnaval? É uma pergunta frequente e que encontra algumas dificuldades de resposta. A Igreja Católica não tem uma prescrição oficial a respeito disso, ou pelo menos, não há documento que fale explicitamente do carnaval. Mas algumas ponderações podem ser feitas.

Antes de tudo, precisamos reconhecer que existem festejos e grupos carnavalescos, principalmente em cidades interioranas e em estados fora do eixo Rio-São Paulo, que comemoram o carnaval de maneira tranquila e saudável. Nesses ambientes, não é difícil encontrar locais onde se toquem músicas decentes e se encontrem pessoas que apenas desejam descontrair, sem cair em abusos. Claro que não há pecado algum em se reunir com amigos e festejar, ou mesmo procurar um clube familiar para se divertir um pouco.

Feitas essas considerações, tentamos agora responder à pergunta feita no início do parágrafo acima.

 

A ocasião de pecado -: é verdade que os documentos oficiais da Igreja não falam, literalmente, do carnaval, mas eles tratam da obrigação que temos de evitar ocasiões de pecado, e do quanto isso é importante. E atire a primeira pedra quem for capaz de afirmar que os bailes e as festas de carnaval atuais não são ocasiões mais do que propícias para todo tipo de pecado. E a respeito disso, é bom lembrar as palavras de Santo Afonso Maria de Ligório: “Expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência”.

Também o Padre Manoel Bernardes, escritor da Igreja, explica de forma até mesmo curiosa essa situação: “Somos muitas vezes nós que tentamos o diabo! Por que somos nós os que buscamos a ocasião, os que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez dela nos buscar é, em vez do diabo nos tentar, nós tentarmos o diabo”.

 

Em conclusão -: uma vez que se considere o acima exposto, parece razoável concluir que o cristão católico pode participar dos festejos do carnaval, desde que saiba como se comportar e, principalmente, saiba escolher o local e as pessoas com as quais vai interagir. Isso evitará as ocasiões de pecado. Também é saudável recordar que, após o carnaval, vem a Quaresma, que é um tempo de conversão pessoal, e o cristão tem a obrigação de observá-lo. A propósito disso, o Papa Francisco definiu o tema da Quaresma de 2016, que é realizar “Obras de Misericórdia”. Após a diversão sadia no carnaval, é preciso lembrar-se dos irmãos menos necessitados.

 

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