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Aula 02/07/18 - O Espírito Santo e a Palavra de Deus no Tempo das Promessas

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2018 

 

O ESPÍRITO SANTO E A PALAVRA DE DEUS NO TEMPO DAS PROMESSAS

02/Julho/2018

 

Missão oculta -: desde o começo da criação até a chegada da “Plenitude dos tempos” (o tempo de Jesus na terra), a missão conjunta do Verbo e do Espírito do Pai permanece escondida, mas está em ação. O Espírito de Deus prepara aí o tempo do Messias, e os dois, sem serem ainda completamente revelados, já são prometidos, a fim de serem esperados e acolhidos quando se manifestarem. É por isso que, quando a Igreja estuda o Antigo Testamento, procura nele o que o Espírito, “aquele que falou pelos profetas”, quer dizer-nos a respeito de Jesus Cristo.

 

            Por “profetas” a fé da Igreja entende aqui todos aqueles que o Espírito Santo inspirou na redação dos livros sagrados, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. A tradição judaica distingue a Lei (os cinco primeiros livros do Pentateuco), os Profetas (os nossos livros denominados históricos e proféticos) e os Escritos (os chamados sapienciais, principalmente os Salmos).

 

            Para efeito didático, podemos distinguir três fases no Plano de Deus: o Tempo das Promessas (da Criação até a chegada de Jesus), o Tempo da Redenção (o período em que Jesus viveu entre os homens, ou a Plenitude dos tempos) e o Tempo do Espírito Santo (que estamos vivendo, até o dia do Juízo Final). Estudaremos hoje a ação do Espírito no tempo das promessas.

 

 

O Espírito Santo na criação -: a Palavra de Deus e o seu Espírito estão na origem da essência e da vida de toda criatura. “Ao Espírito Santo cabe reinar, santificar e animar a criação, pois ele é Deus, juntamente com o Pai e o Filho. A ele cabe o poder sobre a vida, pois sendo Deus, ele conserva a criação no Pai e no Filho” (Liturgia bizantina).

 

            Desfigurado pelo pecado e pela morte, o ser humano continua sendo a imagem de Deus, mas está afastado da semelhança com Deus. A promessa feita a Abraão inaugura o mecanismo da Salvação, ao fim da qual o próprio Filho assumirá a “imagem” e restaurará a “semelhança” com o Pai e com o Espírito Santo.

 

            Contra toda a esperança, Deus promete a Abraão uma descendência, como fruto da fé e do poder do Espírito Santo. Nela, serão abençoadas todas as nações da terra. Esta descendência será Cristo, no qual a presença do Espírito Santo fará a reunião dos filhos de Deus dispersos pelo mal.

 

 

Nas teofanias e na Lei -: as teofanias (manifestações de Deus) evidenciam o caminho da promessa de Deus, desde os Patriarcas até Moisés, e de Josué até às visões que inauguram a missão dos grandes profetas. A Tradição da Igreja sempre reconheceu que nas teofanias, o Verbo de Deus se fazia ouvir, oculto na nuvem do Espírito Santo.

 

 

No Reino e no exílio -: A Lei de Israel deveria ter regido o povo nascido da fé de Abraão. Essa é a promessa que Deus fez para os judeus: “Se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança... sereis para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Ex 19, 5-6). Mas, depois do reinado de Davi, Israel sucumbe à tentação de tornar-se um reino igual aos demais, pagãos e idólatras. O Reino da promessa de Deus será feito pela ação do Espírito Santo e pertencerá aos “pobres em espírito”. O esquecimento da Lei leva então Israel ao exílio, um aparente fracasso das promessas de Deus ao seu povo. Mas o sofrimento levará a uma restauração do reino, mas segundo o Espírito.

 

 

A expectativa do Messias e do seu Espírito -: o pobre povo que volta do exílio na Babilônia vive então na expectativa da vinda do Messias prometido, que será um Libertador ungido com o Espírito de Deus. Os traços do Messias esperado começam a aparecer: “Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento brotará de suas raízes: sobre ele repousará o Espírito do Senhor” (Is. 11, 1). Os traços do Messias aparecem, sobretudo nos cantos do Servo Sofredor. Por isso, Jesus inaugura o anúncio da Boa Nova, fazendo sua esta passagem que se encontra em Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos, e aos cegos a recuperação da vista; para restituir a liberdade aos oprimidos, e para anunciar um ano de Graça do Senhor” (Lc 4, 18-19).

 

            Os textos proféticos diretamente relacionados ao envio do Espírito Santo são sinais em que Deus fala ao seu povo como uma promessa, que será cumprida ao longo dos tempos. Como sabemos esta promessa, feita ao povo de Israel no Antigo Testamento, já foi cumprida com a chegada do Messias e com o advento dos tempos do Espírito Santo, que estamos vivendo.

            Nas aulas seguintes, veremos como isso tudo aconteceu.

 

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