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Aula 04/2010
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
             
04 – A RESPOSTA DO HOMEM A DEUS
(Itens 142 a 164 do Catecismo da Igreja Católica)
 
Qual é essa resposta? -: Por sua revelação, Deus, levado pelo seu grande amor, fala aos homens como a amigos, e os convida à comunhão com Ele. Cabe ao homem fazer a sua parte, ou seja, responder. E qual é essa resposta? A resposta adequada ao convite de Deus é a fé. E a fé exige, entre outras coisas, a obediência. Obedecer na fé significa “submeter-se livremente à Palavra de Deus”. O modelo desta obediência é, inicialmente, Abraão e depois, na sua mais perfeita realização, a Virgem Maria.
   “Foi pela fé que Abraão, respondendo ao chamado, obedeceu e partiu para uma terra que devia receber como herança, e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11, 8). Pela fé, viveu como estrangeiro na Terra Prometida, pela fé Sara concebeu e pela fé Abraão ofereceu seu filho em sacrifício. Eis a resposta de Abraão.
   Maria realiza da maneira mais perfeita a resposta a Deus. Ela acolheu o anúncio e a promessa trazidos pelo anjo Gabriel acreditando que “nada é impossível a Deus” (Lc 1, 37). Durante toda a sua vida, até à última provação, quando seu Filho morreu na cruz, sua fé não vacilou. Por isso, a Igreja venera em Maria a mais perfeita resposta que um ser humano pode dar a Deus.
 
Crer somente em Deus -: Como sabemos, a fé é, primeiramente, uma adesão pessoal do homem a Deus, e é também o consentimento livre a toda verdade que Deus revelou. Entretanto, é bom lembrar que, para o cristão, crer em Deus significa também crer naquele que Deus enviou, seu Filho Jesus Cristo. Não se pode separar a fé em Deus da fé em Jesus. São ambas uma coisa só.
   Porém, não se pode acreditar em Jesus Cristo sem acreditar na participação do Espírito Santo. É ele que revela aos homens quem é Jesus. “Ninguém pode dizer `Jesus é o Senhor´a não ser pelo Espírito Santo” (1Cor 12, 3). Portanto, a Igreja não cessa de confessar a sua fé em um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo.
 
As características da fé -: Quando Pedro confessou que Jesus era o Cristo, Filho do Deus vivo, Jesus lhe diz que essa declaração “não veio da carne e do sangue, mas sim do meu Pai que está nos céus” (Mt 16, 17). Podemos entender isso da seguinte maneira: para que a fé seja verdadeira, precisamos entendê-la como uma graça que Deus nos concede, sem a qual não poderíamos ter fé.
   Mas a fé é também um ato humano. Por que? Porque Deus nos deu a liberdade de escolher ou não a graça de crer dada por Ele. Logo, crer depende também do homem, da sua resposta. A graça da fé foi oferecida a Abraão e a Maria. Eles podiam recusá-la, mas não o fizeram.
 
A fé e a inteligência -: Deus quis que os auxílios que o Espírito Santo nos dá para que tenhamos fé fossem acompanhados de sinais exteriores que a nossa inteligência pudesse avaliar. Por isso, os milagres de Jesus e dos santos, as profecias, a propagação da Igreja, constituem sinais certos da Revelação, acessíveis à inteligência de todos, mostrando que a fé não se baseia somente em um movimento cego do espírito humano.
   A fé é certa, mais certa que qualquer conhecimento humano, porque se assenta sobre a Palavra de Deus. Mas a fé também é a procura da compreensão. Todos nós desejamos compreender melhor a Deus e a sua Revelação. Um conhecimento mais profundo leva a uma fé mais esclarecida. Por isso, o estudo da Revelação de Deus não pode ser deixado de lado.
 
Fé e ciência -: Ainda que a fé esteja acima da razão, não há desarmonia entre uma e outra, já que o mesmo Deus que nos infundiu a fé deu-nos também a luz da razão. Portanto, a ciência, se conduzida com métodos verdadeiros, nunca poderá ser oposta à fé, já que Deus não poderia contradizer-se a si mesmo. Além disso, a ciência não tem todas as respostas sobre o Universo e a Criação, cujos mistérios só podem ser respondidos pela fé.
 
A liberdade da fé -: Para que a fé seja também um ato humano, o homem deve responder a Deus por sua livre vontade. Logo, ninguém deve ser forçado a crer contra a sua vontade. O ato de fé é, por sua natureza, voluntário. Com efeito, Jesus Cristo convidou todos à fé e à conversão, mas de nenhuma maneira obrigou alguém a isso.
 
A necessidade da fé -: para salvar-se, é preciso que o ser humano creia em Jesus Cristo e naquele que o enviou. “Sem fé, é impossível agradar a Deus” (Hb 11, 6). Ninguém jamais poderá ser justificado sem a fé, nem conseguir a vida eterna, se nela não “permanecer até o fim” (Mt 10, 22; 24, 13).
 
A perseverança na fé -: Podemos, como seres humanos, perder o dom da fé que Deus nos deu. São Paulo Apóstolo escreveu a Timóteo: “Combate ... o bom combate, com fé e boa consciência, pois alguns, rejeitando a boa consciência, vieram a naufragar na fé”  (1Tm 1, 18-19). Para que a nossa fé persevere, devemos alimentá-la pela Palavra de Deus, devemos implorar a Jesus que “aumente a nossa fé”. A fé deve ainda agir pela caridade e estar enraizada na esperança.
 
A fé é o começo da vida eterna -: A fé nos faz antever, por antecipação, a alegria e a luz da visão de Deus, que é objetivo de nossa caminhada na terra. Veremos então a Deus “face a face” (1Cor 13, 12), “tal como Ele é” (1Jo, 3, 2). A fé já é, portanto, o começo da vida eterna.
 

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