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Aula 05/02/18 - Grupos Hebraicos

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2018

 

GRUPOS HEBRAICOS

05/Fevereiro/2018

 

 

Introdução -: no século I, na Palestina, surgiram alguns grupos entre a população judaica, como consequência das diversas interpretações sobre as fontes e os modos de viver a religião de Israel. Os Evangelhos fazem referência, diversas vezes, aos escribas e fariseus, publicanos e saduceus, além de outros grupos politico-religiosos que existiam nos tempos de Jesus. Iremos estudar brevemente as características de cada um deles.

 

 

Escribas -: em praticamente todos os povos da Antiguidade, a palavra “escriba” significava “aquele que escreve”, que “toma nota” ou “copia” documentos oficiais. No tempo de Jesus, entretanto, a palavra significava aquelas pessoas que dedicavam boa parte de suas vidas ao estudo e instrução da Lei de Moisés; não eram necessariamente sacerdotes. Eles interpretavam e ensinavam as Leis de Moisés (chamada de Torá escrita), associadas a alguns princípios jurídicos e culturais (Torá oral ou Tradição dos Antigos). Eram os “doutores da Lei” dos quais nos falam os Evangelhos (Mt 22, 35; Lc 5, 17).

 

 

Fariseus -: grupo de judeus muito religiosos que se dedicava a obedecer fielmente não só o Antigo Testamento como também cumprir cegamente as mais de 600 regras da tradição, criadas pelos rabinos (exemplos: não fazerem nada aos sábados, não comerem carne de porco, etc.). Acreditavam na vida após a morte, recompensa ou punição. Desprezavam aqueles que não praticassem essas leis e se consideravam melhores que os demais. Usavam roupas especiais para parecerem mais religiosos, oravam e jejuavam de modo a chamarem a atenção dos outros. Jesus condenou os fariseus pelo orgulho e interesse em parecerem melhores do que os outros (Mt 23, 5-12; Mc 12, 38-40; Lc 16, 15 e 20, 46-47).

 

 

Saduceus -: os saduceus, por sua vez, eram pessoas da alta sociedade, membros de famílias sacerdotais. Eram ricos e aristocratas, pertencentes à nobreza dos judeus. Dentre eles haviam saído, desde o início da ocupação romana, os Sumo-sacerdotes. Pertenciam, portanto, a uma elite religiosa. Eles controlavam tudo o que acontecia no Templo e tinham grande influência política. Os saduceus eram mais conservadores e consideravam apenas a Palavra escrita, ou seja, o Velho Testamento, como divina, ao contrário dos fariseus. Eles negavam a ressurreição dos mortos, além da existência de anjos e demônios (os fariseus aceitavam isso). Era a maioria no Sinédrio (conselho que julgava assuntos da Lei judaica e da justiça criminal, na Judéia e em outras províncias). Tinham uma grande preocupação em acatar as decisões de Roma, dando, muitas vezes, mais importância à política do que à religião.

 

 

Publicanos -: os publicanos cobravam impostos para o Império Romano. Além dos impostos serem muito elevados, costumava cobrar a mais do povo mais humilde. Muitos deles eram corruptos e enriqueciam com aquilo que cobravam a mais do povo. Devido a isso, eram desprezados pelo povo. O próprio Jesus foi criticado, algumas vezes, por ter amizade com alguns publicanos, o apóstolo Mateus era publicano, embora tenha abandonado essa condição após começar a seguir Jesus. Também Zaqueu era publicano.

 

 

Essênios -: os essênios formavam uma seita religiosa fechada. Seus membros separavam-se completamente da sociedade e iam viver uma vida ascética e celibatária em acampamentos no deserto e nas montanhas de Qumram. Eram mais rigorosos que os fariseus na observância à Lei de Moisés e rejeitavam todos aqueles que não pertencessem ao seu grupo. Consideravam todos os sacerdotes corruptos. Esperavam também o Messias que viria libertá-los e condenar os “filhos das trevas” (os romanos) ao castigo eterno.

 

 

Zelotes -: os zelotes pertenciam a uma seita judaica mais radical no tempo de Jesus. Eles acreditavam na luta armada contra os romanos e esperavam um Messias guerreiro. Os zelotes levaram sua devoção à Palavra de Deus ao extremo, acreditando que deviam fazer de tudo para defendê-la, até mesmo matar. Durante algum tempo, houve doutrinadores que entenderam que Jesus foi um zelote. Isso hoje em dia não é mais aceito; Jesus não era um zelote, mas sim um “zeloso” pelas coisas de Deus. Pregava somente o amor e jamais a violência.

 

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