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Aula 05/03/18 - Jesus e o Templo

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2018

 

JESUS E O TEMPLO

05/Março/2018

 

O Templo de Jerusalém -: O Templo de Jerusalém era o maior símbolo religioso de Israel nos tempos de Jesus. Erguido numa das colinas da cidade, havia sido edificado três vezes. O primeiro Templo foi obra do rei Salomão, para abrigar a Arca da Aliança. Foi construído com toneladas de ouro, prata, pedras preciosas e ocupou os melhores artesãos de Israel. O segundo Templo, construído após o exílio do povo de Israel (o primeiro havia sido saqueado e destruído), era muito modesto e nem de longe lembrava o magnífico Templo de Salomão. Finalmente, o terceiro Templo foi reformado por Herodes, o Grande, governador idumeu (não era judeu) imposto pelos romanos, numa tentativa de agradar ao povo. Era também uma magnífica construção e foi este o Templo conhecido por Jesus. Por volta do ano 70 depois de Cristo, foi destruído pelos romanos após uma rebelião, e não mais foi reconstruído.

 

            Atualmente, somente resta deste Templo parte de suas fundações do lado ocidental, um muro de cerca de 15 metros de altura, conhecido como “Muro das Lamentações” (os judeus não gostam deste nome e chamam o local de “Muro Ocidental”), onde até hoje os judeus vão fazer suas orações. O restante da área do Templo está ocupado por uma mesquita muçulmana.

 

 

No tempo de Jesus -: Jesus, como os profetas anteriores a Ele, teve pelo Templo o mais profundo respeito. O Templo foi para Ele a morada do Pai, uma casa de oração, e causou a rara, senão a única, atitude mais forte de Jesus ao indignar-se com os vendilhões e derrubar suas bancas de comércio, situadas no átrio externo: “Está escrito: minha casa será chamada casa de oração, mas vocês a transformaram em um covil de ladrões” (Mt 21, 13). Depois da Ressurreição, os apóstolos mantiveram também grande respeito pelo Templo.

 

            Neste Templo, Jesus foi apresentado por José e Maria, quarenta dias após seu nascimento. Com a idade de doze anos, decidiu ficar no Templo para lembrar a seus pais que devia dedicar-se às coisas de seu Pai. Durante os anos de sua vida não conhecida, acredita-se que deve ter ido ao Templo ao mínimo uma vez por ano, como era prática obrigatória para os judeus, por ocasião da Páscoa.

 

            Em determinada ocasião, Jesus foi ao Templo e, como era seu costume, estava ensinando o povo, quando os chefes dos sacerdotes e os anciãos se aproximaram dele e perguntaram com que autoridade Ele assim procedia, e quem lhe havia dado tal autoridade. Jesus lhes respondeu: “Eu também vou lhes perguntar uma coisa. Se vocês me responderem, eu lhes direi com que autoridade faço estas coisas: De onde vinha o batismo de João, do céu ou dos homens? Eles discutiam entre si dizendo: ‘se respondermos do céu, ele nos dirá: então, por que não crestes nele?’. Se respondermos dos homens, temos medo da multidão, que considera João um profeta. Então, respondendo a Jesus, disseram: ‘Não sabemos’. E Jesus lhes disse: ‘Nem eu lhes digo com que autoridade faço essas coisas” (Mt 21, 24-27).

           

  Apesar de ter tido encontros nada agradáveis com os fariseus no Templo e em Jerusalém, Jesus não era desgostoso com o Templo. Ali Jesus ministrou os seus principais ensinamentos, mostrando com isso seu respeito para com a casa de Deus. Mais ainda, fez questão de pagar o imposto devido ao Templo, pedindo a Pedro que fosse pescar e retirasse uma moeda da boca do primeiro peixe a ser pescado, pagando o imposto pelos dois (Mt 17, 24-27).

 

 

A ruína do Templo -: Apesar de seu grande respeito pelo Templo, Jesus, no limiar de sua Paixão, anunciou a ruína desse magnífico edifício, do qual “não restará pedra sobre pedra” (Mt 24, 1-2). Os exegetas concordam em que há aqui um anúncio que Jesus fez dos tempos finais que irá abrir-se com a sua própria Paixão. Mas esta profecia foi relatada de maneira deformada pelas falsas testemunhas que depuseram contra Jesus no momento do interrogatório diante do Sumo Sacerdote (Mc 14, 57-58), sendo-lhe atribuída como uma injúria e uma blasfêmia, quando pregado na cruz (Mt 27, 39-40).

 

            Eis porque a morte corporal de Jesus anuncia a destruição do Templo, que manifestará a entrada em uma nova era da História da Salvação. “Vem à hora em que nem nesta montanha nem em Jerusalém adorareis o Pai” (Jo 4, 21).

 

            Jesus é o verdadeiro Templo de Deus, onde todos os cristãos encontrarão a paz por Ele prometida e a salvação de suas almas.

 

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