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Aula 05/06/17 - Aos Pés Do Berço De Jesus

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2017

 

AOS PÉS DO BERÇO DE JESUS

05/Junho/2017

 

 

Os pastores, à noite e o local -: (Lc 2, 8 – 12). A vida dos pastores da Palestina pode ser facilmente descrita, porque pouco ou nada mudou desde os tempos de Jesus. Durante o dia, os rebanhos de cabras e ovelhas pastam, andando de colina em colina. Muitas vezes, os rebanhos se misturam, mas o pastor de cada rebanho conhece as suas ovelhas (como o próprio Jesus disse). À noite, os rebanhos são recolhidos em recintos fechados por um murinho ou uma cerca baixa, e muitas vezes ainda misturados. Um dos pastores vela, por turno, enquanto os outros dormem em tendas próximas.

Na noite em que Jesus nasceu, havia, nas cercanias de Belém, pastores que velavam seus rebanhos, enquanto outros dormiam próximos. De repente, foi envolvida pela “glória de Deus”, expressão bíblica que significa o esplendor luminoso que, segundo o livro do Êxodo, é sinal da intervenção divina.

O lugar geográfico onde isso ocorreu foi procurado, através dos tempos, por estudiosos que acabaram por encontrar, a leste de Belém, as ruínas de um pequeno santuário chamado Der el-rauat. As escavações feitas em 1951 - 52 encontraram, na faixa correspondente à época de Herodes, várias grutas de habitação, usadas pelos pastores daquele tempo. Provavelmente, em uma dessas grutas, o Cristo nasceu. Uma igreja e um mosteiro foram erguidos nesse lugar, guardando para sempre a recordação do Natal.  Quando o Evangelho fala em manjedoura, ratifica que o local era mesmo uma gruta, pois as manjedouras eram sempre construídas dentro das grutas naturais das colinas do lugar, que serviam de refúgio a quem viajava por ali e também aos animais maiores.

A narração de Lucas permite concluir que o tempo decorrido entre o nascimento de Jesus, a anunciação aos pastores e a sua chegada à gruta foi muito breve, talvez cerca de meia hora. De modo que os pastores adoraram ao Cristo e se tornaram testemunhas do fato, propagando-o com fervor.

 

 

Os “magos” -: (Mt 2, 1 – 12).

Porque as palavras “Reis magos”? Em primeiro lugar, não eram reis. Essa crença provém de uma tradição nascida no século 5, mas não tem fundamento. Os Evangelhos não falam em reis, mas sim em magos. Se fossem reis, Mateus não teria deixado de notar, detalhista que era. Quanto à palavra “magos “, não tem nada a ver com mágicos nem com magia.  Os magos vieram do Oriente, de onde hoje é o Iran. Naquele tempo, o Iran era chamado Pérsia, e existia lá um líder espiritual chamado Zaratustra, que tinha inúmeros seguidores de sua doutrina científico-espiritual, chamados na língua persa de magavam magu que significa partidários no dom (= sabedoria), ou seja, assistentes do sábio. Como os magos ligaram o aparecimento da estrela do Natal com o nascimento de Jesus, é um fato que só pode ser suposto, pois não há como saber. Pode ter sido uma profecia da qual eles tinham o conhecimento, ou até mesmo curiosidade científica pela estrela tão formidável, que parecia chamá-los, mas é mesmo provável que, de alguma forma, eles sabiam que havia um elo entre a estrela e o nascimento do “rei dos judeus”.

O padre José Messina, que estudou as doutrinas de Zaratustra e as tradições persas daqueles tempos diz que na religião persa havia a espera de um “Socorredor” da humanidade, que era o mesmo Messias que os judeus esperavam, pois as duas religiões eram bastante ligadas. Assim, quando viram a estrela, puseram-se a caminho “para adorá-lo”, levando os seus presentes.

Interiormente iluminados pela graça divina, dirigiram-se para Jerusalém. Quantos eram? Não sabemos; normalmente essas viagens eram feitas por um máximo de 12 pessoas, segundo a tradição de viagens da época, sem contar com os servidores que iam junto. De qualquer forma, eles chegaram à gruta de Belém, e são conhecidos pelos nomes de Gaspar, Baltazar e Melchior, segundo uma tradição apócrifa do século 9. Na verdade, o Evangelho de Mateus, que é o único que narra esse episódio, não fala em 3 magos, mas em “uns” magos.  Não se pode saber quantos eram na realidade.

 

 

Por que foram a Herodes? -: porque, se o menino era o rei dos judeus, era normal que os magos pensassem ser ele filho do rei Herodes. Quando Herodes se espantou, eles devem ter se espantado juntamente com ele. Consultando o Sinédrio, Herodes tomou conhecimento da profecia e mandou os magos a Belém, pedindo-lhes que achassem o Rei e o avisassem. Pretendia como sabemos mandar matar o menino, pensando que ele lhe tomaria o trono. Como os magos, avisados por Deus, não retornaram, Herodes mandou matar todos os meninos primogênitos abaixo dos 2 anos, como sabemos.

Em Belém, José, Maria e o Menino já estavam alojados numa casa, depois que os forasteiros vindos para o recenseamento já haviam ido embora. Provavelmente, já se haviam passado alguns meses do nascimento, e não alguns dias, como se pensa. Por isso Herodes mandou matar os menores de 2 anos e não um bebê recém-nascido. Um estudo muito sério realizado na década de 90 indica que, como Belém era, na época, uma aldeia muito pequena, os meninos mortos não podiam passar de 20. Não houve, como se acredita, uma enorme matança de crianças.

Entrando na casa, os magos ofereceram ao Menino os dons da sua terra, na forma de aromas, como o incenso e a mirra. O ouro, que destoa dos outros presentes, pode ter sido um outro aroma, mas não se sabe ao certo. Outros dizem que o ouro era um símbolo do reconhecimento de Jesus como rei (o ouro é o símbolo da realeza).

Conforme se vê, nesse episódio já se configura a universalidade da religião cristã, pois Jesus nasceu para todos e não só para os judeus, como prega a religião hebraica em relação ao seu Messias, que eles ainda esperam.

 

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