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Aula 05/2012
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2012
 
05- O HISTÓRICO DO EVANGELHO DE MARCOS
02/Abril/2012
 
Os Evangelhos -: a palavra Evangelho vem do termo grego evangelion que significa “notícia alegre” ou “boa nova”. Por isso, a mensagem de redenção e salvação que Jesus Cristo trouxe ao mundo foi assim chamada desde a sua origem. Depois, por extensão, os escritos que continham os Evangelhos passaram também a ser assim chamados.
            Sob qualquer aspecto, o verdadeiro autor dos Evangelhos é Jesus Cristo. Ele pregou a boa nova, não a escreveu, mas a primeira origem dos Evangelhos escritos data do dia em que o Senhor foi arrebatado aos céus. Ao pregarem às multidões, os apóstolos contavam os fatos e as palavras de Jesus. Isso foi, ao longo do tempo, sendo fixado na memória dos fiéis, que as transmitiam em suas reuniões.
            Com o grande aumento do número daqueles que acolheram a mensagem de Cristo, logo foi sentida a necessidade de se propagar com a escrita os principais fatos da vida de Jesus. São Lucas fala de “muitos” que, antes dele (por volta do ano 60 d.C.), escreveram uma narração sobre Jesus, suas obras e seus ensinamentos. Entre esses “muitos” estão, certamente, Marcos e Mateus, escritos antes de Lucas. A grande maioria desses escritos perdeu-se ao longo dos anos, seja por insuficiência de conteúdo, seja por serem fantasiosos demais, deturpando a verdadeira Mensagem. Alguns desses escritos chegaram até nós, mas foram rejeitados pela Igreja, que não os considerou compostos por inspiração do Espírito Santo. São os chamados evangelhos apócrifos.
 
Quem era Marcos -: Nos Atos dos Apóstolos, Marcos é chamado de João Marcos ou simplesmente Marcos. Na época, era costume possuir-se dois nomes, um judeu e um greco-romano. Por exemplo: o grande apóstolo dos gentios era chamado de Saulo ou Paulo. Marcos devia pertencer a uma família bastante rica e influente na comunidade cristã de Jerusalém. Note-se que em At 12, 12, é narrado o fato de que Pedro, após ser libertado da prisão por um anjo, refugiou-se na casa de Marcos, onde “várias pessoas haviam se reunido para orar”. Marcos era ainda primo de Barnabé, companheiro de Paulo, que levou consigo Marcos, na viagem que Paulo fez a Jerusalém, para levar recursos à comunidade de lá (At 13, 5). Paulo e Barnabé levaram Marcos na sua primeira viagem apostólica, mas ao chegarem a Perga (na Turquia de hoje), Marcos achou melhor separar-se dos dois missionários e voltar a Jerusalém. Paulo enfureceu-se e, na sua segunda viagem apostólica, não quis levar Marcos consigo. Isso levou o próprio Barnabé a separar-se de Paulo (devem ter havido uma forte discussão). Barnabé e Marcos foram pregar em Chipre, enquanto Paulo e Silas foram para a Síria e a Cilícia, e depois para a Grécia.
            Este episódio não rompeu as relações fraternas entre Paulo e Marcos. Após algum tempo, Marcos voltou a colaborar com Paulo e depois com Pedro. Em Roma, na prisão, onde se encontrava Paulo, o apóstolo escreveu aos fiéis de Colossos: “saúda-vos Marcos, primo de Barnabé” (Col 4, 10). Escreveu também a Filemon: “saúda-te Marcos, meu colaborador” (Fl v. 24). Portanto, nessa época (anos 61 – 62 d.C.), Marcos estava em Roma com Paulo. Dois anos mais tarde, Marcos auxiliava Pedro na evangelização em Roma. Isso é confirmado pelo próprio Pedro, que escreveu na sua primeira carta (1Pd 5, 13): “saúda-vos meu filho Marcos”, o que faz supor que Marcos tenha sido batizado por Pedro, já nos primeiros tempos da evangelização.
 
O Evangelho de Marcos -: em Roma, Marcos escreveu o seu Evangelho, não para os judeus e sim para os romanos convertidos do paganismo. Nesse Evangelho, Marcos propõe, como finalidade, demonstrar que Jesus é o verdadeiro Filho de Deus e o faz especialmente com a narração dos muitos milagres operados por Jesus. Não insiste sobre o fato que Jesus é o Messias prometido, pois isso só tinha valor para os judeus e não para os romanos, que pouco ou nada conheciam da Lei judaica. Não relata longos discursos de Jesus, nem suas discussões com os fariseus, nem as questões relativas ao valor da Lei judaica, pelo mesmo motivo exposto acima. Traduz para o latim algumas expressões aramaicas, explica aos romanos algumas indicações geográficas da Palestina e também alguns usos e costumes judeus. Marcos é o único evangelista a lembrar que Simão Cireneu (que carregou a cruz de Jesus) era o pai de Alexandre e de Rufo, membros da comunidade cristã de Roma (cf. Rom 16, 13).
            O Evangelho de Marcos deve ter sido escrito em Roma antes do ano 63. Isso é certo porque por esse ano, o Evangelho de Lucas já tinha sido publicado e, como se sabe, Lucas baseou muito do seu Evangelho no Evangelho de Marcos, nas suas próprias pesquisas e nas lembranças de Nossa Senhora. Pela Tradição (e não pela ordem do Novo Testamento), o Evangelho de Marcos é reconhecido como o primeiro Evangelho a ser escrito, provavelmente entre os anos 54 e 60 d.C., período em que Marcos estava em Roma, como auxiliar de Pedro.
 
Esquema do Evangelho de Marcos -: este Evangelho pode der esquematizado como segue:
            Parte I :
a)      Introdução para a vida pública de Jesus, pregação de João Batista, batismo de Jesus e tentação no deserto; b) ministério público de Jesus: ministério na Galiléia e viagens de Jesus fora da Galiléia.
   Parte II:
a)      Paixão e glorificação de Jesus.
 
(Por este esquema, pode-se notar a brevidade do Evangelho de Marcos, que
conta com apenas 678 versículos, contra 1070 de Mateus, 1151 de Lucas e 879 de João.)
 

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