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Aula 06/2010
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
 
 
06- OS SÍMBOLOS DA FÉ
(Itens 185 a 197 do Catecismo da Igreja Católica)
 
A linguagem comum da fé -: Quem diz “eu creio” está dizendo “dou minha adesão àquilo que nós cremos”. A nossa comum união na fé necessita de uma linguagem que nos uma, sem dúvidas, à mesma confissão de fé. Desde a origem, a Igreja exprimiu a sua fé em fórmulas breves e iguais para todos os que creram.
Portanto, temos hoje um símbolo da fé comum para todos, que professamos em todas as missas e reuniões, que é a nossa profissão de fé. É o Credo. Este símbolo de fé resume a fé que os cristãos professam. Credo significa “Eu creio”. O Credo não foi elaborado pela Igreja ao acaso, mas é um resumo de tudo aquilo que de mais importante a Bíblia possui em termos de crença em Deus.
 
O que é um símbolo? -: A palavra grega symbolon), em português “símbolo”, significava a metade de um pequeno objeto quebrado que um cristão mostrava a outro, que possuía a outra metade, para assim se reconhecerem como cristãos, nos tempos das perseguições religiosas contra eles. Um tipo de senha.
Com o tempo, a palavra “símbolo” passou a significar algo que representa uma certa coisa, e também coleção, resumo ou sumário. Logo, o nosso Credo é um resumo ou coleção das principais verdades da fé cristã.
 
Como se compõe a profissão de fé? -: A primeira profissão de fé é feita por ocasião do Batismo, por todos os presentes ao ato. O Credo é, portanto, um símbolo batismal da fé. Como o Batismo é dado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, as verdades da fé estão referidas segundo as três pessoas da Santíssima Trindade.
O símbolo está, pois, dividido em três partes: em primeiro, fala-se da Primeira pessoa divina (o Pai) e da obra admirável da criação; em seguida, da Segunda pessoa divina (o Filho) e da Redenção dos seres humanos e finalmente, refere-se à Terceira pessoa divina (o Espírito Santo), que é a fonte e o princípio de nossa fé. Estas três partes são distintas, embora interligadas. São chamadas de artigos. As verdades contidas em cada um dos três artigos somam doze, o número dos Apóstolos de Jesus Cristo.
Existem na História da Igreja outros símbolos de fé que, ao longo dos séculos, representam as necessidades de cada época e de cada Igreja nas diferentes partes do mundo antigo. Existe o credo Quicumque de Santo Atanásio, os credos dos Concílios de Toledo, de Latrão, de Lyon, de Trento e o credo Fides Damasi do Papa Paulo VI, editado em 1968. Todos eles, entretanto, respeitam as mesmas verdades do Credo.
 
Os principais -: entre todos esses símbolos de fé, dois deles ocupam um lugar especial na vida da Igreja. São eles o Símbolo dos Apóstolos (o nosso Credo comum, que usamos sempre) e o Símbolo Niceno-Constantinopolitano (que também usamos na missa em determinadas ocasiões).
O Símbolo dos Apóstolos, assim chamado por ser considerado como o resumo fiel da fé professada pelos Apóstolos, é o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma. Sua autoridade vem do fato de que é o símbolo guardado pela Igreja romana, aquela para onde Pedro trouxe a verdadeira expressão de fé usada pelos Apóstolos.
O Símbolo Niceno-Constantinopolitano tem sua grande autoridade no fato de ser o resultado dos dois primeiros Concílios ecumênicos (Nicéia, ano 325 e Constantinopla, ano 381). Ainda hoje ele é comum a todas as Igrejas do Oriente e do Ocidente.
A exposição de fé do Catecismo da Igreja Católica segue o Símbolo dos Apóstolos, que é o mais antigo catecismo romano. Contudo, muitas vezes o Catecismo recorre ao Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que é, algumas vezes, mais detalhado.
 
O selo espiritual -: como no dia de nosso Batismo, quando nos tornamos cristãos, toda nossa vida foi confiada àquilo que São Paulo Apóstolo chamava de “regra de doutrina”. Vamos então acolher o Símbolo da nossa fé, que nos dá a vida, pois rezar o Credo é entrar em comunhão com Deus Pai, Filho e Espírito Santo. É também entrar em comunhão com toda a Igreja, que nos transmitiu essa fé. O Credo é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente de nossa fé.
 

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