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Escola Vivencial
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Aula 07/07/2014
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DEPIRACICABA – 2014 
FORMAÇÃO NA FÉ: ORAR É CONFIAR
07/Julho/2014
A oração e seu poder -: “Não andeis ansiosos por coisa alguma. Em tudo, porém, sejam conhecidos, diante de Deus, os vossos pedidos, pela oração e pela súplica com ações de graças” (Flp 4, 6). Assim S. Paulo Apóstolo nos aconselha a dirigirmos a Deus as nossas orações. A função da oração é preparar um caminho para que Deus realize a sua Vontade na Terra. A sua Vontade, não a nossa. Sendo assim, devemos fazer com que a nossa vontade coincida com a Vontade de Deus. Como? Conhecendo qual é a Vontade de Deus. Desta maneira, as nossas orações terão o poder de modificar aquilo que não faz parte do Plano de Deus.
            A oração é um diálogo do homem com Deus, por isso, devemos estar atentos à sua resposta, que vem através da nossa consciência ou através de acontecimentos exteriores. Podemos dizer que a oração é o nosso termômetro espiritual. Quando não conseguimos orar direito, é sinal que nós não estamos bem espiritualmente. 
Como fazer nossa oração? -: é simples, pois Jesus mesmo nos ensina em Mt 6, 6 – 13: “Tu, porém, quando orardes, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em segredo, e teu Pai, que vê em segredo, te recompensará. Rezando, não useis de vãs repetições, como os gentios, porque presumem que, por falar muito, serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque Deus Pai sabe do que tendes necessidade antes mesmo que peçais. Portanto, quando orardes, dizei assim: Pai Nosso, que estais no céu ... mas livrai-nos do mal”.
            Então, rezado o Pai Nosso, poderemos conversar com Deus como um filho conversa com seu pai. É aconselhável também que, após o Pai Nosso, rezemos a oração do Espírito Santo, para que Ele nos oriente nos nossos pedidos ou o que mais tenhamos a expressar. Após orarmos, é preciso saber aguardar, conforme já vimos.
 
O que não é a oração -: estamos vendo que, então, a oração não é algo formal para atrair a atenção, como faziam os fariseus – e por isso foram criticados por Jesus. Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes por dia, segundo as leis herdadas de seus antepassados, e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde quer que estivessem. Por isso, com frequência eram obrigados a orar em público, e os judeus, admirados, sempre pensavam que eles eram muito piedosos. Esse tipo de oração passou a ter, então, um caráter de ato público para provocar admiração e não um ato de súplica e de louvor a Deus, nascido espontaneamente do coração.
          
 A oração também não é uma repetição interminável de fórmulas que não levam em conta os sentimentos do coração. Este era o costume dos gentios, adeptos de religiões politeístas, que horas a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante de seus deuses, o que mereceu a veemente reprovação de Jesus.
            É preciso lembrar que, nos dias de hoje, torna-se muito frequente nos distrairmos durante as orações, principalmente se só repetimos fórmulas ao invés de rezarmos com o coração e com a consciência. É também necessário que, ainda que estejamos rezando as orações tradicionais, devemos meditar sobre o conteúdo dessas orações, e não apenas repetindo as palavras mecanicamente.
            Orações em público, como as que se fazem nos cultos, são também uma prática bíblica, desde que não se repitam os formalismos e sejam rezadas com consciência.
 
O maior exemplo de oração -: foi dado pelo próprio Jesus. Como Filho de Deus que era, poderia ter dispensado a oração. No entanto, assumiu na plenitude a natureza humana, experimentando todas as circunstâncias inerentes ao homem, inclusive as tentações. Por isso mesmo, rezava incessantemente ao Pai. As orações de Jesus foram a base através da qual Ele pode suportar todos os sofrimentos que experimentou durante sua vida e, principalmente, durante a Paixão. Podemos ver que Jesus rezava incessantemente a Deus em todos os momentos: Mc 1, 35 (pela manhã); Mt 14, 23 (à tarde); Lc 6, 12 (à noite). E, mesmo pregado na cruz, em meio aos sofrimentos, rezou por nós “Pai, perdoai-os, porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34) e para Deus “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23, 46).
 
E por que Jesus rezava? -: como já foi dito, Ele não precisaria rezar, já que sabia que Deus Pai o ouviria sempre. E sabia disso por uma razão muito simples: a confiança em Deus. Jesus confiava. E nós? Temos plena confiança quando oramos a Deus? Sem a confiança, a oração será vazia e sem sentido.
 

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