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Aula 07/08/17 - "Fazei Isto Em Memória De Mim"

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2017

 

“FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”

07/Agosto/2017

 

A ordem de Jesus para nós -: as palavras acima contém a ordem de Jesus para que se repetisse o rito da Eucaristia. Foram pronunciadas por Cristo durante a última ceia, no Cenáculo de Jerusalém. Por esse motivo, a Igreja sempre considerou que essa ordem de Jesus não se referia apenas a uma simples “lembrança” de Cristo, como considera grande maioria das igrejas protestantes.

            Na verdade, apenas as Igrejas Católicas, Ortodoxa Grega, Ortodoxa Russa e Anglicana preservam a ordem de Cristo como um Sacramento e consideram ser real a presença de Cristo na Eucaristia. As demais igrejas cristãs protestantes consideram as ações e as palavras de Cristo na Eucaristia como uma simples recordação. Ou seja, essas igrejas não tem a presença real de Jesus entre elas. Tem apenas uma lembrança.

            Não seria necessário que Jesus Cristo pedisse que se lembrassem dele naquele momento tão especial, se não fosse para que todos soubessem que Ele estaria presente realmente no pão e no vinho. Afinal, Ele havia comparecido a tantas refeições não só com os discípulos, mas também com fariseus, publicanos, amigos, parentes e pecadores. . . Não seria mais lógico que o pedido para que se lembrassem dele fosse feito numa dessas ocasiões? Mas não; essa ordem foi dada somente para os Apóstolos e para mais ninguém, numa demonstração de que somente aqueles a quem foi dado o poder poderiam fazê-lo.

 

O que diz São Paulo Apóstolo -: S. Paulo Apóstolo em 1Cor 11, 24-25diz textualmente que “. . . todas as vezes que comeis deste pão e bebeis deste  cálice, anunciais a morte do Senhor”. Portanto, a Eucaristia renova o sacrifício de Cristo todas as vezes em que é  celebrada, como um fato real e não apenas uma recordação dos gestos de Jesus.

            Quando estava ensinando em Corinto, S. Paulo notou um fato interessante praticado pelos cristãos daquela cidade: quando eles se reuniam para celebrar a fração do pão (como era conhecida a Eucaristia), cada um trazia a própria comida, sem se importar com os demais. Isso contrastava violentamente com a dedicação absoluta de Jesus na sua morte, que a Eucaristia tinha o dever de renovar.

 

Uma invenção de Paulo? -: teólogos protestantes dizem que a Eucaristia, como Sacramento da presença real de Cristo, foi “inventada” por S. Paulo para obter um “efeito especial” de sua pregação para os gentios gregos, cuja religião pagã de deuses era fortemente influenciada por crenças do sobrenatural.

            Porém, essa afirmação não tem o menor suporte evangélico nem histórico. Um exame sereno e simples de todas as passagens do Novo Testamento que falam da Eucaristia exclui qualquer inovação introduzida por quem quer que seja a esse respeito. Paulo não inventou nada e pode-se provar isso com uma simples observação: em sua primeira carta aos Coríntios, ele diz:

“O cálice bendito que consagramos não é, porventura, uma comunicação do sangue de Cristo? E o pão que partimos não é uma comunicação do corpo de Cristo?” (1Cor 10, 16) e logo em seguida continua “. . . eu, de fato, aprendi do Senhor aquilo que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou do pão, deu graças,  partiu-o e disse: `isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: `Este cálice é a nova aliança em meu sangue; fazei isso, todas as vezes em que o beberdes, em minha memória. Todas as vezes em que comeis deste pão e bebeis deste cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha. E por isso, todo aquele que comer o pão ou beber do cálice indignamente torna-se culpado para com o corpo e o sangue do Senhor”.(1Cor 11, 23-27).

            Paulo jamais inventaria a presença real de Jesus no pão e no vinho consagrado, pois isso já era reconhecido antes de sua própria conversão. Além do mais, já se haviam passado 25 anos desde a morte de Cristo e essa transformação tão radical do rito jamais seria aceito pelos demais Apóstolos e cristãos que haviam convivido com Jesus.

            Mas a prova principal está na própria frase de Paulo acima transcrita, quando diz “eu, de fato, aprendi do Senhor aquilo que vos transmiti”. Negar isso seria dizer que Paulo estava mentindo quando dizia que tudo o que passava aos seus ouvintes era aprendido do próprio Jesus. E Paulo nunca foi mentiroso.

 

O sacrifício -: “como Jesus disse quando a Eucaristia foi instituída,”. . . “Este é o sangue da nova Aliança, que será derramado por muitos” (Lc 22, 20). O sangue derramado significava o caráter de sacrifício para os judeus; por isso, a Eucaristia tinha para Jesus o significado de sacrifício. Ora, não existe sacrifício sem vítima real. Se não houver vítima, não há sacrifício. Logo, se a Eucaristia era “sangue derramado (= sacrifício)”  para Jesus, isso é sinal de que Ele realmente está presente no pão e no vinho consagrado.

            Além do mais, não se deve esquecer que o próprio Jesus afirmou “Isto é o meu corpo” e “Isto é o meu sangue”. Não foi nada em caráter simbólico. Jesus não disse “isto simboliza” e sim “isto é”.

            Por tudo isto, pode-se afirmar sem medo de erro que S. Paulo não inventou nada, segundo querem os protestantes. Além do mais, como se poderia dizer, O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.  Se o próprio Cristo disse “isto é”, quem poderia dizer o contrário?

 

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