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Aula 07/11/16 - Jesus E Os Dez Mandamentos

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016

JESUS E OS DEZ MANDAMENTOS

07/Novembro/2016

 

Os dois grandes Mandamentos -: na última semana antes da crucificação, os conflitos entre Jesus Cristo e os chefes da religião judaica atingiram o seu ponto máximo. A cada pergunta que lhe era feita, Jesus respondia com tamanha sabedoria, que frustrava todas as tentativas de seus adversários fariseus. O Evangelho de Mateus nos diz que, depois de diversos destes confrontos, “os fariseus, sabendo que Ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: Mestre, qual é o maior dos Mandamentos da Lei?” (Mt 22, 34-36). O Evangelho de Marcos, narrando o mesmo episódio, parece sugerir que o perguntador era sincero em sua questão (Mc 12, 32-34), é provável que os outros fariseus estavam esperando que Jesus tropeçasse nesta pergunta. Como eles davam muita importância a alguns dos dez Mandamentos e não ligassem muito a outros, provavelmente imaginavam uma oportunidade para acusar Jesus, mais uma vez, de desrespeitar o sábado ou alguma outra regra que eles impunham ao povo sobre purificação cerimonial.

            Independente dos motivos dos perguntadores, a resposta do Mestre merece toda a nossa atenção: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro Mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois Mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22, 37-40). Algumas observações podem ser feitas sobre estas palavras de Jesus, que nos ajudarão a interpretar corretamente essa resposta. 

 

Jesus não citou dois da lista dos 10 Mandamentos-: talvez os fariseus esperassem que Ele destacasse o sábado ou alguma outra lei sobre o comportamento externo do ser humano, mas Jesus respondeu de outra maneira. As palavras que Ele citou não vem dos 10 Mandamentos e sim de passagens menos conhecidas. A instrução de amar a Deus vem de um dos últimos discursos de Moisés no Deuteronômio (Dt 6, 5). O segundo Mandamento vem do meio de uma lista de instruções sobre o tratamento às outras pessoas, do Levítico (Lv 19, 18).  

 

Deus e seu serviço estão acima de tudo -: apesar de Deus estar acima de qualquer outra coisa, isso não diminui a importância de servir aos outros. O serviço ao próximo é claramente de grande importância no ensinamento bíblico, mas é preciso lembrar-se da prioridade necessária. Se nos empenhamos com todo o fervor nas obras de benemerência, mas nos esquecemos de que Deus vem em primeiro lugar, ferimos o primeiro Mandamento de Jesus. 

 

É impossível amar a Deus sem amar ao próximo -: O apóstolo João escreveu em uma de suas cartas a seguinte instrução aos cristãos: “Se alguém disser que ama a Deus e odeia seu irmão, é mentiroso, pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”    (1Jo 4, 20). Essas palavras merecem uma reflexão bastante profunda de nossa parte. Não se pode amar verdadeiramente a Deus quando, por qualquer que seja o motivo, desprezamos a outra pessoa. Muitas vezes somos levados, com toda razão, a entrar em conflito com outras pessoas, mas o fato de termos razão não nos autoriza a desprezar, ou mesmo odiar quem nos causou mal. Isso geralmente leva ao desejo de vingança, e a vingança não vem de Deus.

 

 Os Mandamentos de Jesus não vem da Lei -: na verdade, é a Lei que vem destes Mandamentos. É verdade que eles aparecem nos livros da Lei do Antigo Testamento, mas Jesus explica a relação entre estes dois e os outros Mandamentos: “Destes dois Mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22, 40). A Lei somente reflete o caráter daquele que a deu: “Deus é Amor” (1Jo 4, 8). Ao invés de entender estes dois Mandamentos como parte de um código moral, devemos entender que todas as revelações de Deus, sejam Mandamentos dados no Antigo Testamento para os israelitas, ou sejam Mandamentos dados por Jesus para todas as pessoas, dependem destes princípios que vem da própria natureza de Deus.

            Jesus não nega a importância de obedecer às outras instruções dos 10 Mandamentos, mas nos recorda que qualquer exigência divina se baseia no caráter de Deus. Desta maneira, entendemos que o amor a Deus inclui obediência a todas as instruções que Ele nos deu.

            O mesmo Jesus esclareceu este fato quando disse: “Se me amais, guardareis os meus Mandamentos” e “Quem não me ama não guarda as minhas palavras” (Jo 14, 15, 24)  .          

 

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