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Aula 07/2010

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010

 

07- CREIO EM DEUS PAI

(Itens 198 a 260 d0 Catecismo da Igreja Católica)

 

“Creio em um só Deus” -: esta afirmação de que Deus é único, um só, provém da Revelação feita por Javé (Yah Weh, “Eu sou”) para Moisés  na Antiga Aliança e é inseparável da noção de sua existência, igualmente fundamental. Através dos Profetas, Deus chama Israel e todas as nações a se voltarem para Ele, o Único. O próprio Jesus confirma que Deus é “o único Senhor” e, ao mesmo tempo, dá a entender que ele mesmo é o Senhor. Confessar que “Jesus é o Senhor” é próprio da fé cristã. Por outro lado, crer no Espírito Santo, que é “o Senhor que dá a vida” apenas confirma que Deus é um só em três pessoas, pois todas elas são “o Senhor”.

 

Deus é Santo -: Deus revelou a Israel seu Nome, Javé, e disse a Moisés que era o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, aquele que guiou os antigos patriarcas nas suas peregrinações. Diante da grandeza de Deus, o homem descobre como é pequeno. Diante da sarça ardente, Moisés “tira as sandálias e cobre o rosto”, atordoado pela Santidade Divina. Diante da Glória de Deus, Isaías exclama: “Ai de mim, estou perdido! Sou um homem de lábios impuros”. Diante dos sinais divinos que Jesus faz, Pedro diz: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador”. Por respeito à santidade de Deus, o povo de Israel não pronuncia seu nome. Na Sagrada Escritura, o nome revelado é substituído pelo título divino Adonai (Senhor), em grego Kyrios. É com este título que é aclamada a divindade de Jesus (Jesus é o Senhor).

 

Deus é a Verdade -: nos Salmos 119 e 160 está escrito “O princípio da tua Palavra é a Verdade, tuas normas são justiça para sempre”. Deus é a própria verdade, suas palavras nunca enganam. Deus, que criou o céu e a terra, é o único que pode dar o conhecimento verdadeiro de todas as coisas criadas por Ele.

            Deus é verdadeiro também quando se revela: Segundo o Evangelho de Mateus, o ensinamento que vem de Deus é “uma doutrina de verdade (Mt 2,6). Deus enviou seu Filho ao mundo “para dar testemunho da verdade (Jo 18, 37)”.

 

Deus é Amor -: Ao longo da história, primeiramente Israel e depois todas as nações vieram a conhecer que Deus tinha apenas uma única razão para revelar-se aos homens: seu amor gratuito. E graças aos Profetas, entendemos que foi por amor que Deus não cessou de salvar Israel e de perdoar-lhe sua infidelidade e seus pecados. Isso se estende também ao mundo todo.

            O amor de Deus por Israel (e por extensão, por todos nós) é comparado ao amor de um pai pelo seu filho (Os 11, 1). Deus ama seu povo muito mais que um esposo ama sua escolhida (Is 62, 4 – 5). O amor de Deus é mais forte que o amor de uma mãe por seu filho (Is 49, 14 – 15). Este amor, como sabemos, foi até à mais preciosa prova: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único (Jo 3, 16).

            “O amor de Deus é eterno (Is 54, 8)”. Ainda no livro de Isaías (54, 10), Deus diz: “Os montes podem mudar de lugar e as colinas podem abalar-se, mas o meu amor não mudará”. Mas São João vai ainda mais longe quando afirma: “Deus é Amor (1Jo 4, 8.16)”. Ao enviar, na plenitude dos tempos, seu Filho único e o Espírito de Amor, Deus quis nos mostrar que Ele é o intercâmbio do Amor: Pai, Filho e Espírito Santo, e quer que nós participemos deste intercâmbio.

O alcance da fé em Deus -: crer em Deus e amá-lo tem conseqüências imensas para nossa vida:

a)      Significa reconhecer a grandeza e a majestade de Deus;

b)      Significa viver em Graça;

c)      Significa conhecer a unidade e a dignidade de todos os homens;

d)      Significa usar corretamente as coisas por Ele criadas;

e)      Significa confiar em Deus em qualquer circunstância.

 

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo -: Somos batizados por esta fórmula. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central de nossa fé. A Trindade é um mistério de fé que não pode ser conhecido se não for revelado pelo próprio Deus. Mas Deus deixou algumas pistas de seu ser Trinitário na obra da criação e da Revelação ao longo do Antigo Testamento. Entretanto, no Novo Testamento, Deus mostra, através de Jesus, que Ele é ao mesmo tempo Pai, Filho e Espírito Santo.

 

O Pai e o Filho revelados pelo Espírito -: antes de sua Páscoa, Jesus anuncia o envio do “Paráclito” (Defensor), o Espírito Santo. Depois de ter outrora falado aos Profetas, o Espírito estará agora junto aos apóstolos, a fim de ensiná-los e conduzi-los à “verdade inteira (Jo 16, 13).  O Espírito Santo é assim revelado como uma outra pessoa divina em relação a Jesus e a Deus Pai. A origem eterna do Espírito Santo revela-se na sua missão: ele é enviado aos apóstolos e à Igreja tanto por Deus Pai quanto pelo Filho em pessoa. A tradição latina do Credo professa que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho.

 

O dogma da Santíssima Trindade -: a Trindade é Uma. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas distintas, que dividem entre si uma única divindade. Cada uma das três pessoas é Deus por inteiro.

 

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