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Aula 09/04/18 - O Objetido de Deus na Morte de Jesus

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA - 2018

 

O OBJETIVO DE DEUS NA MORTE DE JESUS

09/Abril/2018

 

O que pretendeu Deus? -: A morte violenta de Jesus Cristo não foi o resultado do acaso em um conjunto infeliz de acontecimentos e circunstâncias. É muito comum pensarmos que a morte de Jesus poderia ser evitada, ou mesmo acharmos que talvez houvesse outro meio para que Jesus fosse poupado de tanto sofrimento e da morte humilhante que sofreu. Porém, é necessário que saibamos que todos os acontecimentos que se passaram na vida, paixão e morte de Jesus Cristo, foram pensados e objetivados por Deus. A morte de Jesus faz parte do mistério do projeto de Deus, conforme explicou São Pedro aos judeus de Jerusalém, já na sua primeira advertência no dia de Pentecostes: “Ele foi entregue segundo o desígnio determinado e a presciência de Deus” (At 2, 23).

 

            Isto, porém, não significa que aqueles que “entregaram Jesus” (At 3, 13) foram apenas participantes passivos de um acontecimento predeterminado por Deus, ou seja, não agiram por vontade própria, mas sim obrigados por Deus. Não foi isso. Deus determinou os fatos, mas não determinou qual ou quais seriam os responsáveis por executá-los. O mesmo deve ter se passado com Judas Iscariotes. A traição de Jesus deveria acontecer, mas quem a praticaria não foi previamente marcado. Poderia ser qualquer outro que não Judas.

 

            De qualquer forma, é muito difícil para nós compreendermos totalmente a vontade e os desígnios de Deus. Para Ele, todos os momentos do tempo estão presentes na mesma hora. Portanto, Ele estabelece o seu projeto do que deverá acontecer colocando nele a livre resposta de cada ser humano (a isso chamamos livre arbítrio).

 

            Em seu livro dos Atos dos Apóstolos (At 4, 27-28), Lucas escreve que “De fato, contra o teu servo Jesus, a quem ungiste, verdadeiramente coligaram-se nesta cidade Herodes e Pôncio Pilatos, com as nações pagãs e os povos de Israel, para executarem tudo o que, em teu poder e sabedoria, havias predeterminado”. Logo, Deus permitiu os atos de toda essa gente a fim de realizar o seu projeto de salvação.

 

 

“Morreu pelos nossos pecados” -: este projeto de salvação mediante a morte de Jesus, o Servo, o Justo (Is 53, 11) havia sido anunciado antecipadamente nas Escrituras como um mistério de redenção universal, isto é, de resgate que liberta os homens da escravidão do pecado. O Apóstolo Paulo, em sua confissão de fé que diz ter “recebida” professa que “Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras” (1Cor 15, 3). A morte redentora de Jesus cumpre a antiga profecia do “Servo sofredor” (Is 53, 7-8). Jesus mesmo apresentou o sentido de sua vida e da sua morte à luz do Servo sofredor. Após a sua Ressurreição, ele deu esta interpretação das Escrituras aos discípulos de Emaús (Lc 24, 25-27) e depois aos próprios apóstolos (Lc 24, 44-45).  

 

 

Deus fez isso por causa de nós -: Por tudo isso, São Pedro pode formular assim a fé apostólica no projeto de salvação de Deus: “Fostes resgatados da vida fútil que herdastes de vossos pais pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeitos e sem mácula, conhecido antes da fundação do mundo, mas manifestado no fim dos tempos, por causa de vós” (1Pd 1, 18-20).

 

            Os pecados dos homens, depois do pecado original, são a causa da morte que entrou no mundo, como diz São Paulo (Rm 5, 12). Ao enviar seu próprio Filho na condição humana, de uma humanidade decaída e condenada à morte por causa do pecado, “Deus o fez pecado por causa de nós, Ele que não conheceu o pecado, a fim de que, por ele, nos tornemos justos perante Deus” (2Cor 5, 21).

 

Jesus não conheceu a reprovação, como se ele mesmo tivesse pecado. Mas no amor redentor que o unia ao Pai, assumiu os nossos pecados em relação a Deus, ao ponto de chegar a dizer em nosso nome, na cruz, “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mc 15, 34). Por causa dessa solidariedade de Jesus por nós, “Deus não poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós” (Rm 8, 32), a fim de que fôssemos “reconciliados com Ele através da morte de seu Filho” (Rm 5, 10).

 

 

Deus tem a iniciativa do amor redentor -: ao entregar seu Filho pelos nossos pecados, Deus mostra que o seu desígnio sobre nós é um desígnio de amor que supera qualquer mérito que possamos ter. São João Evangelista nos ensina que “Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele quem nos amou e enviou seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados” (1Jo 4, 10).

 

            Este amor de Deus para conosco não exclui ninguém. Jesus nos ensinou isto na conclusão da parábola da ovelha perdida: “Assim também, não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que um só destes pequeninos se perca” (Mt 18, 14).

 

            A Igreja, no seguimento dos apóstolos, ensina que Cristo morreu por todos os homens sem exceção, como assinalou o Concílio de Quiercy, já no ano de 853: “Não há, não houve e nem haverá nenhum homem pelo qual Cristo não tenha sofrido”.

 

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