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Aula 09/05/16 - Uma Única Fé

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016

UMA ÚNICA FÉ

09/Maio/2016

 

Os séculos da fé -: há mais de 20 séculos, a Igreja, através de tantas línguas, culturas, povos e nações, conservam e professa uma única fé, recebida de um só Senhor, Jesus Cristo, e transmitida por um único batismo. Essa fé está enraizada na crença de que todo ser humano tem um só Deus e Pai, conforme a revelação que o próprio Deus nos deu, através de Jesus Cristo.

 

            A Igreja, espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra, tendo recebido a fé dos apóstolos e dos discípulos deles, guarda esta fé com cuidado extremo, difundindo-a com o zelo e carinho que ela merece como sinal provindo do próprio Deus Pai.

 

Se no mundo as línguas são diferentes, bem como os usos e costumes, o conteúdo da Tradição da Igreja é igual e sempre o mesmo, em todas as nações e em todos os continentes da Terra. Por isso, assim como a fé, a Igreja é una e santa no mundo todo.

 

 

A ruptura da única fé -: no entanto, se a fé é única e verdadeira, as atitudes humanas nem sempre observam estas virtudes. O ser humano ainda não aprendeu a tratar as diferenças de opinião como algo natural, que deve ser avaliado até que se chegue a um consenso que agrade a todos. Pelo contrário, o homem prefere o rompimento cego e abrupto quando suas crenças não são aceitas integralmente.

 

            No século 16, mais precisamente no ano de 1517, um monge católico alemão chamado Martinho Lutero (Martin Luther), indignado com algumas atitudes por ele consideradas abusivas tomadas pelo Papa Leão X, tentou enfrentá-lo, indo até Roma para fazer o seu protesto. Não foi atendido e, persistindo em suas acusações, colocaram na porta da igreja de Wittemberg, na Alemanha, 95 acusações (as chamadas “95 teses”) contra o Papa e a própria Igreja. A partir de 1518, o Papa Leão X abriu um processo contra Lutero, condenando-o por heresia, já que as 95 teses contradiziam, em muitos pontos, a doutrina católica. O processo terminou com a excomunhão de Martinho Lutero, em janeiro de 1521. Lutero casou-se com a ex-freira Katarina Von Bora, e isso estimulou o casamento de muitos outros sacerdotes que apoiaram Lutero.

 

            Por outro lado, é bom que se diga que, embora Lutero tivesse algumas razões bem fundamentadas para o seu protesto (a venda, pelo Papa, de indulgências plenárias, para refazer as finanças da Igreja foi a principal delas), a Reforma protestante só foi adiante porque poderosas razões políticas, e não só religiosas, a sustentaram. De fato, os príncipes alemães queriam se apoderar de terras que pertenciam à Igreja, e não mais desejavam pagar os impostos por eles devidos ao poder terreno da Igreja de Roma daquela época. Por isso, sustentaram política e financeiramente as atitudes de Lutero.

 

Rapidamente, os protestos de Lutero se espalharam pelo restante da Europa, principalmente na França com Calvino e na Suíça, com Zuínglio. Em quase todos os países europeus apareceram outros dissidentes, que concordavam todos com o movimento de reforma da religião (e com as consequências políticas e financeiras derivadas dessa reforma), mas possuindo cada um suas próprias ideias sobre como deveria ser essa reforma. Essa diversidade de idéias resultou numa verdadeira avalanche de religiões protestantes, tais como o luteranismo o calvinismo, o congregacionismo, o anabatismo e outras menos importantes.

 

            Na Inglaterra, o rei Henrique VIII a princípio defendeu a Igreja Católica, proibindo as manifestações protestantes. Pediu ao Papa Clemente VII, em 1531, que anulasse seu casamento com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado um filho homem. Como o Papa negou seu pedido, Henrique VIII desligou a igreja da Inglaterra de Roma e fundou a igreja Anglicana, assumindo  o posto de chefe dessa Igreja. Até hoje, o rei (ou a rainha) da Inglaterra permanece como chefe da igreja anglicana. No entanto, o anglicanismo conservou, ao contrário da outras igrejas protestantes, além do batismo, o sacramento da Eucaristia. Ao longo dos séculos seguintes, o protestantismo se fragmentou em centenas de credos diferentes, fenômeno que permanece até hoje. Isso provocou uma lamentável ruptura na pureza e na fonte original da fé cristã. A Igreja Católica Apostólica Romana é a única que continua resguardando a fé original transmitida pelos Apóstolos, contida na Sagrada Tradição. As igrejas protestantes aboliram tanto a Sagrada Tradição quanto o Magistério da Igreja Católica, preservando somente a Palavra de Deus contida na Bíblia, e sustentando que o ser humano se salva somente pela fé, sendo que as obras e os Sacramentos não são importantes para a salvação (!?).

 

 

E como fica então a fé? -: se nas palestras anteriores ficou exposto que a verdadeira fé não consiste somente em crer em Deus, mas em aderir à prática desta crença através das obras que o Cristo Jesus nos ensinou e recomendou, como se pode afirmar que somente a crença em Deus, sem nenhuma outra exigência pode salvar uma alma? Isso é uma visão estreita e egoísta da fé que Jesus veio nos pregar. Se somente a crença fosse importante, Jesus teria somente ensinado, mas não teria realizado as obras que realizou e que, ao lado de seus ensinamentos, carregaram as multidões para Deus.

 

            Os protestantes defendem que somente a Bíblia é suficiente para a salvação. Mas na Bíblia está escrito que “a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26). Então, isso não é uma contradição? Essas palavras vieram diretamente de um dos principais apóstolos de Jesus Cristo, que continua dizendo: “Mostra-me a tua fé sem as obras, que eu, por meio de minhas obras,  lhe mostrarei a fé” (Tg 2, 18).

 

 

Resumindo -: a fé é uma adesão do homem inteiro a Deus, que ao homem se revela. Ela inclui uma adesão da inteligência e da vontade à Revelação que Deus fez de si mesmo, por suas ações e palavras. A fé da Igreja precede, gera, sustenta e alimenta a nossa fé. A Igreja é a mãe de todos os crentes. “Ninguém pode ter a Deus por Pai, que não tenha a Igreja por mãe” (São Cipriano).

 

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