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Escola Vivencial
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Aula 10/2012
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA - 2012
 
10- OS PECADORES, A NOVA CONDUTA E AS LEIS
24/Maio/2012
 
O cobrador de impostos -:  À beira do mar da Galiléia, Jesus caminha em meio à multidão que o cerca, ensinando a sua doutrina. No meio do caminho, está montada uma barraca para recolher os impostos devidos à autoridade romana. Os cobradores de impostos, que são judeus a serviço de Roma, são mal afamados e até mesmo odiados pelo povo, pois a maioria deles cobra a mais, embolsando o que sobra. Nem todos roubam, mas a fama é essa.
            Naquela barraca está Levi, filho de Alfeu, recolhendo os impostos. Jesus chega perto da barraca e diz a ele: “Siga-me”. Parece que Jesus quer provocar a todos os presentes, que ficam espantados com esse convite inesperado. Chamar um pecador público para segui-lo? Marcos não diz se Levi teve alguma reação. Diz apenas que o cobrador de impostos levantou-se e seguiu Jesus.
            Entretanto, surpresa maior ainda estava por vir. Jesus foi à casa do pecador público, impuro, odiado e, ainda por cima, comeu e bebeu com ele e com seus companheiros também cobradores de impostos. Isso era considerado um escândalo e causava impureza. É a segunda vez que Jesus se torna impuro (segundo a Lei dos judeus). Ele parece não ligar para isso.
 
Jesus rejeita a hipocrisia social -: alguns doutores da Lei e fariseus, ao presenciar isso, acusam Jesus de estar violando a lei da pureza. Marcos diz: “Jesus ouviu e respondeu: quem tem saúde não precisa de médico, mas sim as doentes. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores”. Jesus mostra que a conversão dos pecadores é mais importante que as leis hipócritas dos fariseus.
 
Tempo novo exige conduta nova -: era tempo do jejum anual coletivo do povo, e os fariseus, que jejuavam três vezes por semana para demonstrar que eram piedosos, perguntam a Jesus porque Ele e os discípulos não estavam jejuando. Jesus respondeu: “Vocês acham que os convidados de um casamento jejuam enquanto o noivo está com eles? Mas chegarão dias em que o noivo lhes será tirado e, nesse dia, eles vão jejuar. Ninguém costura um remendo novo em roupa velha, pois o remendo novo rasgará a roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em barris velhos, porque o vinho novo arrebenta os barris velhos. Por isso, vinho novo deve ser colocado em barris novos” (Mc 2, 19 – 22). Com isso, Jesus ensina que o jejum e a penitência só tem sentido quando servem como uma preparação para a mudança de atitude. Ensina ainda que, entre os velhos hábitos judeus e os novos tempos, existe uma grande diferença e um grande conflito. Os tempos novos da Boa Nova mudarão a velha Lei, e não será de forma pacífica.
            Em resumo: o “noivo” (Jesus) não só libera os “convidados” (seus seguidores) da observância de uma lei hipócrita, como traz a “roupa nova” (o Evangelho) que exige a substituição das velhas estruturas pela nova conduta de vida, que produz liberdade.
 
Para que servem as leis? -: em um sábado (dia santo para os judeus, em que quase nada se podia fazer), Jesus e os discípulos caminham junto a uma plantação de trigo e arrancam espigas para comer. Os fariseus estão observando e interpelam Jesus, não porque o trigo não pertence aos discípulos, mas sim porque no sábado, colher trigo não era permitido. Jesus responde citando uma passagem do Antigo Testamento, em que o rei Davi e seus companheiros, com fome, comeram os pães sagrados reservados aos sacerdotes (1Sm 21, 2 – 7). Ora, então Ele e seus discípulos também podiam comer o trigo, estando famintos. E Jesus ainda arremata: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado” (Mc 2, 28).  Para Jesus, toda e qualquer lei, por mais sagrada que seja, deve estar a serviço do homem, e não o contrário. Todo o projeto de Deus é a favor do homem. Neste caso das espigas, Jesus ensina que nenhuma lei pode impedir a pessoa com fome de se alimentar.
 
A lei a serviço da vida -: o trecho de Mc 3, 1 – 6, coloca Jesus em uma sinagoga, num dia de sábado. Ali está um homem com uma mão seca. Estão também os espiões farisaicos, para ver se Jesus vai curar em dia de sábado (era, como sabemos, proibido). Jesus manda que o homem se levante e vá para o meio deles, e pergunta: “O que a Lei permite no sábado: fazer o bem ou o mal? Salvar uma vida ou perdê-la?”. Jesus está provocando os fariseus, pois não era um caso de vida ou morte, e poderia até mesmo ser deixado para o dia seguinte. No entanto, o que interessa é fazer o bem sempre, mesmo que a Lei proíba por ser sábado.. Os fariseus, percebendo isso, calaram-se e não responderam. Jesus se entristece com eles, pois vê que são “duros de coração”. E cura o pobre homem. Jesus mostra a todos os presentes (e a nós também) que não se deve deixar para amanhã o bem que se pode fazer hoje.
            Os fariseus, duros de coração, não se convencem: “Logo depois, os fariseus saíram da sinagoga e, junto com alguns do partido de Herodes, faziam um plano para matar Jesus”.
 

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