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Aula 11/2009
Aula 11
CARTA AOS EFÉSIOS
AS SEIS BÊNÇÃOS
(1,3 a 1,14) 
Localização e importância-: há 2.000 anos, a cidade de Éfeso era uma das mais importantes do mundo greco-romano. Ficava no litoral sudoeste da Turquia, sendo um porto com cerca de 250.000 habitantes. Era um centro comercial e cultural importantíssimo, e destacava-se também como núcleo principal da religião pagã dedicada à deusa Ártemis (nome grego) ou Diana (nome romano).
   A fabricação de estatuetas e jóias de ouro com a imagem da deusa era uma das principais atividades comerciais da cidade; além disso, o culto à deusa atraía milhares de pessoas que iam ao famoso templo (uma das 8 maravilhas do mundo antigo, hoje totalmente destruído) para fazer seus oferecimentos em dinheiro ou mercadorias.
   Foi nesse cenário que Paulo e seus companheiros apareceram para pregar o Evangelho, que mostrava uma imagem completamente diferente do culto idólatra e pagão. Paulo permaneceu em Éfeso durante quase 3 anos, não se sabendo quanto tempo desses 3 anos ficou preso. Com a adesão de muitos efésios à religião de Cristo, os sacerdotes do templo de Diana e, principalmente, os comerciantes dos berloques da deusa sentiram-se ameaçados pela nova religião, que condenava duramente a idolatria. Como resultado, Paulo e seus companheiros foram insultados, ameaçados e acabaram sendo presos pelas autoridades romanas, que atenderam aos pedidos dos sacerdotes e comerciantes.
   Nada disso, porém, impediu Paulo de levar adiante sua missão. Uma comunidade muito ativa foi fundada e Paulo, como era seu costume, mesmo longe, não se esquecia de suas igrejas, escrevendo regularmente a todas elas, quando não podia visitá-las pessoalmente.
É de Paulo? -: à primeira vista, a carta parece muito mais um sermão ou homilia, recheada de orações, hinos e liturgia. O começo (1, 1 – 2) e o fim da carta (6, 21 – 24) parecem acréscimos posteriores, não pertencentes ao texto original. Embora o início da carta fale de Paulo como seu autor, os estudos modernos apontam um ou mais de seus discípulos como o provável ou prováveis autores. Porisso, a carta aos efésios faz parte das chamadas cartas deuteropaulinas, com trechos que se parecem com o estilo de Paulo, e trechos que não se parecem.
As seis bênçãos -: compõem o primeiro e mais importante hino dos vários que formam a carta aos efésios. A reunião das 6 bênçãos é chamada A Grande Bênção.
A 1ª. bênção (1, 4) diz: “Deus nos escolheu em Cristo antes de criar o mundo para que sejamos santos e sem defeito, diante dele, no amor”. Essa bênção concentra-se na escolha. Essa escolha de Deus pelo homem mostra que o mundo foi criado para nós, criaturas de Deus, e não o contrário.
A 2ª. bênção (1, 5 – 6) acena para nossa predestinação para sermos de Cristo. Diz o seguinte: “Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por meio de Jesus Cristo, conforme a sua vontade, para o louvor de sua glória e da graça que Ele derramou abundantemente sobre nós por meio de seu Filho querido”. Esta bênção aponta para a vontade de Deus Pai de nos ter como filhos, e para isso nós fomos por Ele predestinados, numa relação de vida, amor e liberdade.
Na 3ª. bênção (1, 7 – 8) o tema é a liberdade e o perdão dos pecados.O texto é o seguinte: “Por meio do sangue de Cristo é que fomos libertados e nele nossas faltas foram perdoadas, conforme a riqueza da sua graça, abrindo-nos para toda a sabedoria e inteligência”. Como fica claro, a nossa liberdade se deve ao fato de que Cristo, com seu sangue, perdoou-nos dos nossos erros e faltas, dando-nos a vida plena na graça de Deus.
A 4ª. bênção (1, 9 – 10), junto com a 3ª., forma o eixo central do hino. Aí encontramos a afirmação de que Deus nos fez a revelação do seu mistério. Eis as palavras: “Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, a livre decisão que havia tomado outrora de levar a história à sua plenitude, reunindo o universo inteiro, tanto as coisas celestes como as terrestres, sob uma só Cabeça, Cristo”. Aqui, a bênção nos explica que todo o universo, não só a Terra, está sob o poder de Cristo, ou seja, é a revelação do mistério da Criação.
Na 5ª. bênção (1, 11 – 12), encontramos a origem da nossa herança dada por Cristo, conforme o texto: “Em Cristo recebemos nossa parte na herança, conforme o projeto daquele que tudo conduz segundo a sua vontade: fomos predestinados a ser o louvor da sua glória, nós, que já antes, esperávamos em Cristo”. Qual é essa herança? É tudo aquilo que pertence a Deus Pai, ou seja, tudo que existe. Note-se que essa herança deve ser compartilhada por todos e não apenas pelos ricos e poderosos.
Finalmente, a 6ª. bênção (1, 13 – 14) sintetiza a vida do cristão consciente, através dos verbos ouvir, crer, marcar e esperar. Diz o seguinte: “Em Cristo, vocês ouviram a palavra da verdade, o Evangelho que os salva. Em Cristo, ainda, vocês creram e foram marcados com o selo do Espírito Santo, que é a garantia da nossa herança, enquanto esperamos a completa libertação do povo que Deus adquiriu para o louvor da sua glória”. O ouvir está ligado a quando ouvimos o Evangelho; o crer é a nossa resposta ao ouvir; o marcar (talvez referindo-se ao batismo) é a conseqüência do crer e o esperar significa a nossa esperança em Cristo e nas suas promessas.
A carta contém ainda outros hinos e orações, que devem ser estudados para que o conjunto dessa bela epístola possa ser apreciada inteiramente.
 

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