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Aula 15/02/16 - O Ano Santo

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016 

 

O ANO SANTO

15/Fevereiro/2016

 

As origens -: o judaísmo do Antigo Testamento conhecia o ano jubilar, que era celebrado á cada 50 anos (Levítico 25, 1-28). Aparentemente, o primeiro ano jubilar deque se tem notícia ocorreu por volta do século 15 antes de Cristo. No ano jubilar era promovido a “compensação social”, ou seja, eram tomadas medidas para que as desigualdades entre os cidadãos fossem, de alguma forma, melhoradas. Dessa maneira, havia o perdão das dívidas, a libertação dos escravos judeus, e principalmente a devolução dos campos comprados (“a terra foi entregue ao homem pelo Criador como simples empréstimo”, diz a tradição judaica) e outras providências que visavam diminuir as diferenças sociais.  

         

Os 50 anos -: A palavra jubilar, originada de jubileu, provém da palavra hebraica yovel. Refere-se ao carneiro, cujo chifre foi usado para anunciar o ano festivo. Para que se compreenda melhor o porquê do jubileu judeu ser celebrado a cada 50 anos, é preciso que se explique que o judaísmo tinha uma prática chamada ano do shemitá, que era um ano que ocorria de sete em sete anos, e onde era proibida qualquer atividade agrícola, para que a terra descansasse como previa o Antigo Testamento.  Após um período de “sete semanas de sete semanas” (49 anos), o ano seguinte era o ano do yovel, ou do jubileu. 

 

Na Igreja Católica -: em virtude das origens primitivas do cristianismo ter suas bases derivadas do judaísmo, em muitos aspectos, pois Jesus Cristo era judeu, a Igreja herdou muito de suas práticas. Dessa forma, a Igreja acolheu a idéia de um ano especial de graça, transformando-a em realidade com o Ano Santo ou o Ano Jubilar. Diz a história da Igreja que o Papa Bonifácio VIII estabeleceu, pela primeira vez, o Ano Santo de 1300, que a partir de então, deveria ser celebrado a cada 100 anos.

            O Papa Clemente VI (1342 – 1352) reduziu esse período para 50 anos, tal como o jubileu judeu. O Papa Urbano VI (1378 – 1389) mudou o período do Ano Santo para cada 33 anos (o tempo que se acreditava ser a idade de Cristo).

Desde então, sempre que excepcionais circunstâncias não impeçam (guerras, por exemplo), o Ano Santo é celebrado pela Igreja a cada 25 anos. No entanto, entre tais períodos previstos, tem havido celebrações do Ano Santo por circunstâncias especiais. O Papa Pio XI determinou que um Ano Santo fosse celebrado em 1933, como recordação dos 1900 anos da morte redentora de Cristo. O mesmo fez o Papa São João Paulo II, em 1983, para celebrar os 1950 anos do mesmo evento.

 

 As indulgências -: no Ano Santo, a Igreja concede indulgências especiais aos fiéis. Originariamente, entretanto, essas indulgências só podiam ser recebidas em Roma, onde era exigida uma visita às quatro igrejas principais da cidade (São Pedro, São Paulo Extramuros, São João de Latrão e Santa Maria Maior). No entanto, reconhecendo a dificuldade da imensa maioria dos católicos fazerem a visita a Roma, o Papa São João Paulo II possibilitou a obtenção das indulgências especiais, desde 1983, também nas catedrais e nos locais santos de peregrinação das dioceses de todo o mundo. 

As indulgências -: “A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa,  que o fiel bem disposto obtém em certas condições determinadas pela Igreja...”. (Catecismo da Igreja Católica, 1471).

            Como se vê, os nossos pecados, mesmo após a confissão, nos reservam ainda a necessidade de expiação. Isso porque o pecado acarreta dois tipos de culpa: a culpa eterna, que é perdoada através da confissão e da absolvição pelo sacerdote, e a culpa temporal, que permanece mesmo após a confissão. As culpas temporais são apagadas pelas indulgências, principalmente as especiais dos Anos Santos.

 

E se não recebermos as indulgências? -: a doutrina da Igreja reza que o fiel que falecer sem receber pelo menos uma vez as indulgências, terá que responder pelas penas temporais não remidas. Isso acarretará a expiação dessas culpas através do Purgatório. Mas, felizmente, todos terão a oportunidade de receber essas indulgências ainda este ano de 2016, que é um ano Jubilar decretado pelo Papa Francisco. Veremos isso melhor na próxima semana.

 

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