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Aula 15/2012
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2012
 
15 - UMA NOVA MORALIDADE (Mc 7, 1 –  23)
09/Julho/2012
 
Preocupações diferentes -: o capítulo 7 de Marcos inicia-se com os fariseus, adversários de Jesus, vindos de Jerusalém para reunirem-se com Ele. O que queriam eles? Certamente, provocar Jesus com seus questionamentos sobre a atitude dos discípulos. Ao verem os discípulos comendo sem lavar as mãos (era uma falta grave de impureza na religião judaica), escandalizaram-se e perguntam a Jesus o porque daquilo. Não perceberam que Jesus estava muito mais preocupado com o povo faminto do que com o lavar das mãos. Sem dúvida, preocupações diferentes: enquanto Jesus ensina a partilha, os fariseus ensinam rituais.
 
As tradições hipócritas -: Jesus começa a destruir as tradições religiosas defendidas rigorosamente pelos fariseus, muito mais interessados em defender essas tradições (criadas por eles mesmos) do que em ensinar a vontade de Deus ao povo. Jesus toma então o quarto Mandamento: “Honrar pai e mãe” e mostra aos fariseus o que eles fizeram com esse Mandamento: “Mas vocês ensinam que é lícito a alguém dizer a seu pai e sua mãe: ‘o sustento que vocês poderiam receber de mim é Corbã, isto é, consagrado a Deus’” (Mc 7, 11).
            O que era  o “Corbã”? Era um voto pelo qual um judeu consagrava a Deus os seus próprios bens, tornando-os intocáveis e reservados ao tesouro do Templo. Aparentemente, louvava-se a Deus, mas na realidade, a família ficava privada de qualquer ajuda necessária. E quem administrava o tesouro do Templo? Os próprios fariseus. Assim, Jesus rejeita como hipócritas e falsas essas tradições religiosas, que pretendiam agradar a Deus às custas da desgraça alheia.
 
Uma nova moralidade -: isso feito, Jesus se dirige ao povo (e a todos nós) para ensinar uma nova forma de moralidade: “Escutem todos e compreendam: o que vem de fora e entra numa pessoa não a torna impura; as coisas que saem de dentro de uma pessoa é que a tornam impura. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc 7, 14 – 16). Talvez, como os fariseus, o povo daquele tempo e os próprios discípulos, nós não compreendamos bem a rejeição de Jesus a essas tradições e ritos que exibem um comportamento de fachada, aparentando mostrar que quem os pratica é pessoa de bem. Jesus não quer aparências, mas exige de todos a prática verdadeira da vontade de Deus.
E então, Ele mostra o que é que torna alguém impuro: “É o que sai da pessoa que a torna impura. Pois é de dentro do coração das pessoas que saem as más intenções, como a imoralidade, roubos, crimes, adultérios, ambições sem limite, maldades, malícia, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas essas coisas más saem de dentro da pessoa, e são elas que a tornam impura.” (Mc 7, 20 – 23).
            A moralidade de Jesus, portanto, está centrada na consciência humana, que cria os projetos e dá orientação às atitudes de cada um de nós.
 
Abolindo a hipocrisia -: ao abolir a lei farisaica sobre a pureza e a impureza que vigorava na sua época (será que ainda não vigora hoje em dia?) e que era fundamento de uma sociedade injusta e hipócrita, Jesus quebra usos e costumes que justificavam diferenças entre as pessoas, gerando privilegiados de um lado e marginalizados de outro; por isso havia opressores e oprimidos.
 
Compreendendo a prática de Jesus -: é a partir dessa nova moralidade que Jesus pouco se importava em se tornar “impuro”, em ser causa de escândalo e gerar conflitos entre Ele e os fariseus. Ele era paciente e tolerava os erros das pessoas, mas não suportava hipocrisias e muito menos quem as ensinava como coisas de Deus.
            A moralidade de Jesus é a da integridade, isto é, a pessoa ser por fora aquilo que é por dentro, sem necessitar de disfarces que endurecem o coração.
 
Refletindo sobre a moralidade -: em nossas comunidades existem hoje costumes e tradições que mais prendem as pessoas do que as libertam da hipocrisia? O que mais nos preocupa: o que realmente somos ou aquilo que as outras pessoas pensam de nós?
 

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