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Aula 16/2010

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010

 

16- JESUS CRISTO E ISRAEL

(Itens 571 a 598 do Catecismo da Igreja Católica)

 

“Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado” -: a Cruz e a Ressurreição de Jesus Cristo estão no centro da Boa-Nova que a Igreja anuncia ao mundo. O Plano de Deus realizou-se de uma vez por todas pela morte redentora de Cristo.

            Desde o início da vida pública de Jesus, fariseus e adeptos de Herodes, mais os sacerdotes e escribas, juntaram-se para impedir sua pregação e, mais tarde, para matá-lo. Em virtude de certos atos por Ele praticados (expulsão de demônios, o perdão dos pecados, curas em dia de sábado, interpretação diferente e original dos preceitos de pureza da Lei judaica, familiaridade com pecadores), Jesus pareceu às autoridades judaicas como um blasfemador e falso profeta, sendo até mesmo acusado de aliado do demônio. Essas condições eram punidas, pelas regras do judaísmo, com a pena de morte por apedrejamento.

 

Jesus e a Lei -: a Lei judaica era constituída pelo Pentateuco, ou seja, os primeiros 5 livros da Bíblia (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), que regia toda a orientação religiosa dos judeus. No entanto, com o decorrer do tempo, as autoridades religiosas acrescentaram um sem-número de regras, muitas delas absurdas, que nada tinham a ver com as regras originais. Era essa uma das maiores críticas que Jesus fazia aos sacerdotes.

            Jesus apresentou a verdadeira Lei de Deus à luz de seus ensinamentos: “Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Vim dar-lhes pleno cumprimento, porque, em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado. Aquele, pois, que violar um só destes mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os praticar e ensinar, esse será chamado grande no Reino dos céus” (Mt 5, 17 – 19).

            O cumprimento perfeito da Lei só podia ser cumprido por Jesus. No Filho de Deus, a Lei não era mais gravada em pedra, mas “no fundo do coração”. Na verdade, foi esse zelo com o cumprimento da Lei que Jesus pregava que tanto incomodou as autoridades religiosas de Israel, mais preocupadas com sua condição social elevada e com as riquezas que uma porção de regras por eles inventadas lhes proporcionava.

           

Jesus e o Templo -: Jesus teve para com o Templo de Jerusalém o mais profundo respeito. Nesse Templo, Jesus foi apresentado por José e Maria 40 dias após seu nascimento. Com a idade de 12 anos, decidiu ficar no Templo para “dedicar-se às coisas de seu Pai”. O Templo é para Jesus a morada do Pai. Durante sua vida oculta, antes dos 30 anos, deve ter ido ao Templo pelo menos uma vez por ano, por ocasião da Páscoa. Depois, durante sua vida pública, visitou Jerusalém e o Templo algumas vezes. Por isso, indignou-se com aqueles que transformaram o espaço externo do Templo em um mercado. Depois da sua Ressurreição e Ascensão aos céus, os Apóstolos mantiveram um respeito religioso pelo Templo.

 

 
 

            Pouco antes de sua Paixão, entretanto, Jesus anunciou a destruição do Templo, do qual não restaria “pedra sobre pedra”.

 

Jesus e a fé de Israel -: Jesus escandalizou os fariseus ao comer com os publicanos e os pecadores. Deixou-os mais raivosos ainda ao dizer: “Não vim chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5, 32). Proclamou, diante dos fariseus, que os que acham que não tem necessidade de salvação estão cegos para a sua própria cegueira (os fariseus achavam que já estavam salvos). Disse ainda que a sua misericórdia para com os pecadores era o desejo de Deus (os fariseus desprezavam toda classe de pecadores). A ira dos religiosos judeus contra Jesus atingiu um ponto sem retorno quando Jesus afirmou que os pecadores e as prostitutas chegariam ao céu antes deles.

            Jesus irritava também os fariseus quando dizia frases tais como “antes que Abraão fosse, Eu sou” (Jo 8, 58), e “Eu e o Pai somos um” (Jo 10, 30).

            Mas foi ao perdoar os pecados que Jesus, definitivamente, selou o seu destino. As autoridades de Israel sustentavam que só Deus podia perdoar os pecados. Por isso, para elas, Jesus se igualava a Deus e, portanto, era um blasfemador – pecado punido com a morte.

            Jesus pediu às autoridades religiosas de Jerusalém que cressem nele por causa das boas obras que Ele realizava. Esse pedido de fé e conversão de Jesus para esses fariseus pareceu a eles um ato de arrogância e levou o Sinédrio (a alta cúpula religiosa de Israel) a julgar que Jesus merecia a morte por blasfêmia.

            Muitos outros ensinamentos e atos de Jesus contrastavam com a rígida disciplina que as autoridades religiosas de Israel exigiam do povo. Dessa forma, não foi de se estranhar o rumo que as coisas tomaram, ao levar Jesus à condenação e à morte.

 

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