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Aula 17/07/17 - O Problema Da Riqueza

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA - 2017

 

O PROBLEMA DA RIQUEZA

17/Julho/2017

 

A riqueza no início -: O tema da riqueza mostra muito bem como Deus pensa acerca das atitudes do ser humano, sua criatura. Nos tempos iniciais da Revelação de Deus para com o homem, a riqueza era considerada dom de Deus e, portanto, não havia nenhum problema em ser rico. É preciso notar que, por seu lado, a pobreza não era considerada como uma rejeição de Deus, mas um estímulo para que o homem se dedicasse mais ao trabalho e assim conseguisse também o favor de Deus.

 

            Antigamente a riqueza consistia em rebanhos, escravos e metais preciosos. Quando, porém, Israel conquistou a terra de Canaã, apareceu uma nova riqueza: a posse da terra. E aí então aparece também o problema que antes não existia. A propriedade das terras começa a ser disputada com violência e mortes. Em 1Rs 21,19,Deus condena Acab por ter mandado matar Nabot para apropriar-se de suas terras. Pela boca do profeta Elias, Deus diz a Acab: “Mataste para ficar dono? Lá onde os cães lamberam o sangue deNabot, lamberão também o teu.” E Isaías, 800 anos antes de Cristo, já dizia (Is 5, 8):“Ai de vós que acrescentais casa a casa e terra a terra, para que não reste mais espaço e fiqueis só vós a possuir a terra!”Isaías condenava o desejo insaciável de possuir sempre mais e mais.

 

            Esse desejo de riqueza partia, quase sempre, dos reis e dos poderosos daquele tempo. Isso levava os cidadãos comuns à pobreza, à miséria e até mesmo a escravidão. Viúvas e órfãos ficavam reduzidos a viver de esmolas. Como se vê, a condenação da riqueza através dos Profetas se dirige não à riqueza em si, mas à forma pela qual essa riqueza é usada. Deus não condena a riqueza, mas sim o mau uso dela.

 

            No livro dos Provérbios existe um pedido de um homem a Deus que realmente mostra a verdadeira Sabedoria: “Duas coisas, te peço: enquanto eu viver, afasta de mim a maldade e a mentira; não me dês nem riqueza nem miséria, mas sustenta-me com o que me bastar, para que não suceda que, rico, eu te renegue ou miserável, eu roube e peque contra Ti” (Pr 30, 7-9).

 

            Mas, de uma forma geral, a riqueza é considerada pelo menos perigosa. A regra geral do Antigo Testamento diz: “Quem procura o ouro não fica inocente; quem ama as riquezas se desvia por elas”.  

 

 

Jesus e a riqueza -: Mas Jesus Cristo foi muito mais além, emitindo juízos muito fortes na reprovação aos ricos. Jesus diz em Mc 4, 19:“A Palavra de Deus é sufocada em muitas almas e nãofrutifica por causa do engano da riqueza”.  E melhor conhecida por todos nós é a passagem do jovem rico. Jesus parece indicar ao mandar o jovem vender tudo que tinha e dar aos pobres e depois segui-lo, que um rico não poderia ser seu seguidor. Realmente, tendo o jovem abaixado a cabeça e se afastado, porque era rico, Jesus comentou com os seus discípulos: “Como é difícil para os ricos entrarem no Reino de Deus. É mais fácil que um camelo passe pelo fundo de uma agulha que um rico entre no Reino de Deus”. (Mt 19, 24).

 

 

            Nesse sentido, Ele até falou com muita clareza em Lc 14, 33: “Quem de vós não renuncia a tudo que possui não pode ser meu discípulo”.  Lembremos também da parábola do rico glutão e do pobre Lázaro: o pobre morreu e foi para Deus; o rico morreu e foi para o inferno. Outra passagem importante é a do rico Zaqueu, que só conseguiu a salvação após reconhecer sua desonestidade e devolver quatro vezes mais de tudo aquilo que havia conseguido por meios inescrupulosos, além de dar a metade de tudo que tinha aos pobres.

 

            Jesus aconselha-nos a guardar nossos bens num lugar onde “nem a traça corrói nem o ladrão os rouba” (Mt 6, 19). Assim, seremos ricos diante de Deus. E em Lc 12, 15, adverte: “Cuidado! Evitem todo tipo de ganância, porque ainda que alguém seja muito rico, sua vida não é garantida pelos seus bens”.

 

 

Os conselhos dos apóstolos -: Os Atos dos Apóstolos mostram que as lições de Jesus sobre a riqueza foram bem aprendidas pela primeira geração cristã. Os cristãos tinham tudo em comum; vendiam seus bens e depositavam-nos aos pés dos Apóstolos.

 

            O apóstolo São Tiago condena os ricos até mesmo com  violência. Em sua epístola ele diz textualmente: “O irmão que é pobre orgulhe-se de sua condição; o rico humilhe-se, pois como o sol ardente seca a erva, assim também o rico murchará nos seus caminhos... Chegará a sua hora, ó ricos! Gritem e chorem, porque muitas desgraças virão sobre vós!  (Tg 1, 9-11).    

 

            Paulo apóstolo dizia que a melhor maneira para ser verdadeiramente rico é desfazer-se de suas riquezas materiais. Dizia ele exatamente aquilo que Jesus queria dizer: o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e que o querer tornar-se rico precipita o homem na ruína e na perdição.

 

            Como se vê, Jesus nunca condenou a riqueza, mas sim o mau uso dela, como também condenou aquele que dá mais valor à matéria que ao espírito. O cristão já é rico de bens espirituais.

 

            Se quiserem dar o devido valor aos bens espirituais, ao compará-los com os materiais, respondam: “QUANTO CUSTA UMA HÓSTIA CONSAGRADA?”.

 

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