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Aula 18/2011

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2011

18- O SEXTO MANDAMENTO

(Itens 2331 a 2391 do Catecismo da Igreja Católica – Aula 51)

 


“Não cometerás adultério” (Ex 20, 14; Dt 5, 17).

 

 

“Ouvistes o que foi dito: `Não cometerás adultério´. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5, 27 – 28).

 

“Homem e mulher os criou...” –: a sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana e diz respeito, particularmente, à sua capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à tendência a criar vínculos de afetividade com os demais. Essa sexualidade deve ser reconhecida e aceita, pelo homem e pela mulher, como uma identidade sexual voltada para a sua finalidade natural. Cada um dos dois sexos é diferente, embora possuam igual dignidade, e são imagens do poder e da ternura de Deus. “O homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gen 2, 24). Desta união procedem todas as gerações humanas.

 

            Jesus veio restaurar a criação na pureza de sua origem. No Sermão da Montanha, Ele interpreta de maneira bastante rigorosa a vontade de Deus (Vide trecho acima de Mt 5, 27-28). Essa vontade de Deus exige que a pessoa mantenha a sua castidade dentro do casamento. Essa castidade comporta o real domínio de suas emoções físicas, mentais e espirituais. Ou o homem comanda as suas paixões e obtém a paz, ou se deixa dominar por elas e se torna infeliz. A virtude da castidade deve ser comandada pela temperança,

que coloca a razão à frente das paixões e dos desejos puramente sexuais.

Os diversos níveis da castidade -: a castidade distingue as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrados a Deus; outras, de acordo com a moral, conforme forem casados ou solteiros. As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal, os solteiros devem praticar a castidade na continência. Essa continência deve ser especialmente observada pelos noivos e namorados.

Ofensas à castidade -: a luxúria é um desejo desordenado ou um desfrute desregrado da sexualidade. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de união e harmonia conjugal e/ou de procriação.

A masturbação também pode ser considerada como um ato desordenado moralmente, exigindo uma verificação completa de suas causas. Para isso, é preciso se levar em conta a imaturidade afetiva, a força dos hábitos contraídos desde a infância, o estado de angústia ou outras necessidades psíquicas ou materiais que podem diminuir ou mesmo deixar extremamente atenuada a culpabilidade moral.

A  fornicação é o sexo fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade e à sexualidade humanas, e um escândalo grave quando existe corrupção moral principalmente dos jovens.

A pornografia consiste na exibição pública dos atos sexuais. Ela ofende a castidade porque banaliza e desfigura o ato conjugal. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público). As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição ou venda de materiais pornográficos.

A prostituição vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui. Aquele que paga peca gravemente contra si mesmo, viola a castidade e mancha seu corpo que é o templo do Espírito Santo. A prostituição é um flagelo social e envolve comumente mulheres, mas também homens e até crianças ou adolescentes. Apenas a miséria ou a necessidade extrema podem atenuar a culpabilidade da prostituição.

 O estupro significa um ato sexual praticado à força e com violência. Fere a justiça e a caridade. Provoca danos graves, que podem marcar a vítima por toda a vida. Mais grave ainda é o estupro cometido pelos pais ou irmãos (o incesto) ou os educadores contra crianças que lhe são confiadas.

A homossexualidade designa as relações sexuais entre homens ou entre mulheres. Os seus motivos continuam bastante obscuros e inexplicados. A Sagrada Escritura a apresenta como depravação grave, contrária à lei natural, pois fecha o ato sexual ao dom da vida. Em caso algum pode ser aprovada. Entretanto, um certo número de pessoas apresenta tendências homossexuais inatas. Não são eles que escolhem esta condição e devem, portanto, serem acolhidos com respeito e sem qualquer discriminação social. Se forem cristãs, estas pessoas devem praticar a castidade e unir seu sacrifício ao sacrifício de Jesus na cruz.

 

A fidelidade conjugal -: é a perseverança em cumprir com o juramento feito no momento da união. O Sacramento do Matrimônio faz o homem e a mulher entrarem na fidelidade de Jesus Cristo à sua Igreja. Não são mais dois, mas formam uma só carne. Essa aliança contraída livremente pelos esposos impõe a obrigação de mantê-la fiel e indissolúvel: “O que Deus uniu, não separe o homem” (Mc 10, 9).

A fecundidade no casamento -: a fecundidade é um dom, uma finalidade do matrimônio. A Igreja ensina que qualquer matrimônio deve permanecer aberto à procriação, à transmissão da vida. Um casamento que evita deliberadamente e para sempre a procriação não é um casamento cristão. Muitas vezes, por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. É preciso, entretanto, ponderar se isso não provém do egoísmo, mas sim de uma paternidade responsável. A continência periódica e os métodos naturais de regulação da natalidade estão de acordo com a moralidade cristã, e podem ser praticados sob os critérios legítimos da paternidade responsável.  

As ofensas à dignidade do matrimônio -: O adultério designa a infidelidade conjugal. Jesus condena até mesmo a adultério de desejo. É uma injustiça para com o outro cônjuge. Compromete até mesmo o bem dos filhos, que precisam da união estável dos pais. O divórcio e o desquite são ofensas graves à lei natural. Para os católicos, o casamento não pode ser dissolvido por nenhum poder humano, mas somente em caso de morte. Pode, no entanto, acontecer que um dos esposos seja vítima inocente; neste caso, ele não é culpado. A união livre existe quando o casal se recusa a casar-se. É também uma ofensa a Deus, desde que não existe compromisso algum entre os dois. Quem poderá garantir o futuro desta união?

 
 

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