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Aula 22/08/16 - O Combate Da Oração

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016 

 

O COMBATE DA ORAÇÃO

22/Agosto/2016 

 

Um dom e uma resposta -: a oração é um dom do Espírito Santo e uma resposta consciente e decidida de nossa parte. Durante toda a vida da Igreja, a Virgem Maria e todos os santos ensinaram aos fiéis que a oração é, entre tantas coisas, um combate. Um combate contra quem? Em primeiro lugar, contra o demônio, que tudo faz para nos desviar da oração, da união com Deus. Em segundo lugar, contra nós mesmos, muito mais interessados pelos problemas e pelas alegrias da vida.

 

As objeções à oração -: neste combate, devemos enfrentar, em nós mesmos e a nosso redor, concepções erradas da oração. Alguns cristãos veem nela uma simples ação psicológica, outros um esforço de concentração mental que nem sempre é conseguido. A oração pode também ser encarada como um simples ritual ou então uma obrigação que a Igreja nos impõe. No inconsciente de alguns fiéis, rezar é uma ocupação que não combina com tudo o que eles têm a fazer: eles não têm tempo, é a desculpa. Todas essas concepções erradas são fruto de uma coisa apenas: a ignorância do fato que a oração tem origem no Espírito Santo e não apenas no ser humano.

            Devemos também enfrentar a maneira de pensar deste mundo. Por exemplo, muitos afirmam que o que vale é aquilo que é provado pela razão e pela ciência. Rezar, pelo contrário, é um mistério que ultrapassa a nossa razão e ultrapassa a ciência, que só lida com coisas concretas. Outros afirmam que o ser humano deve viver para a produção e para o rendimento, e que a oração é inútil, pois nada produz e nada rende. Isso é materialismo puro, pois a oração produz crescimento espiritual e rende alívio e paz de espírito. Finalmente, também se afirma que a vida é curta e o homem deve aproveitar ao máximo os prazeres que a vida oferece, sendo que rezar em nada contribui para se aproveitar a vida, sendo uma fuga da realidade. A oração, entretanto, não é uma fuga, mas sim um encontro com o Criador, sem o qual a vida não tem prazeres e muito menos sentido.

            Enfim, nosso combate deve enfrentar aquilo que pode ser considerado como nossos fracassos na oração: podemos sentir desânimo diante de nossa aridez de conduta, tristeza por não entregarmos nossa vida ao Senhor, decepção principalmente quando não somos atendidos naquilo que pedimos na oração, e por tudo isso, ressentimento contra Deus e contra a oração. A conclusão, em todos esses casos, é sempre a mesma: para que rezar? Para superar esses fracassos, é preciso lutar através da humildade, da confiança e da perseverança.

 

As dificuldades da oração -: a dificuldade comum da oração é a distração: ela pode estar presente tanto na oração vocal quanto na mental, e também na meditação. Podemos ser distraídos enquanto rezamos por muitas coisas, o que demonstra que, embora querendo nos voltar para Deus, ainda estamos presos às coisas do mundo. Aí, o nosso combate deve escolher, com humildade, aquilo que prezamos mais: ou o Senhor ou as coisas do mundo.

            Outra dificuldade, especialmente para aqueles que querem sinceramente orar, é a aridez. A aridez de coração é fruto principalmente de uma fé sem raízes profundas, encarada mais como uma vontade de crer do que numa fé pura e simples. Para combater a aridez de coração, o combate deve ir à linha do estudo da Palavra e da conversão.

 

As tentações da oração -: a tentação mais comum, que o inimigo nos impõe, é a nossa incredulidade, que a aridez de coração acarreta. Ela se exprime não tanto declaradamente, mas por dentro do nosso espírito. Quando começamos a orar, o tentador nos apresenta mil trabalhos ou cuidados julgados urgentes e prioritários: de novo, é o momento da verdade do coração e da nossa escolha preferencial: Deus ou o demônio? Voltamo-nos para o Senhor na oração como último recurso. Mas acreditamos realmente nisso? Devemos então lembrar-nos das palavras de Jesus: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5).

            Outra tentação que se nos apresenta é a acídia. Ela é uma forma de depressão devida ao relaxamento da fé, à diminuição da vigilância e ao abandono da caridade, que é o amor a Deus. Tudo isso nos leva a deixar de lado as coisas de Deus e o hábito de rezar.

 

Por que lamentar? -: a primeira reação que temos, quando rezamos e os nossos pedidos não são atendidos é a lamentação. Pensamos que Deus não liga para nós, e a tendência é deixar de rezar. Nada mais errado. Prestemos atenção no que nos diz São Tiago: “Não possuis porque não pedis. Pedis, mas não recebeis porque pedis mal, com o fim de gastardes com os vossos prazeres” (Tg 4, 2-3). E ainda, em definitivo, eis o que diz Santo Agostinho: “Não te aflijas se não recebes imediatamente de Deus o que lhe pedes, pois Ele quer fazer-te um bem ainda maior pela tua perseverança em permanecer com Ele na oração. Ele quer que nosso desejo seja provado pela oração.Dessa forma, Ele nos prepara para recebermos aquilo que Ele está disposto a nos dar”.

 

A eficácia da oração -: a primeira exigência para que nossa oração seja do agrado de Deus é a confiança. Se rezarmos sem confiança, essa oração não chega a Deus. A segunda exigência está na certeza na Palavra de Deus, comunicada por Jesus Cristo: “Pedi e recebereis, batei e vos será aberta”. Por isso, a terceira exigência é a nossa união com Jesus, sem o que a nossa oração é vazia.

            Se tivermos confiança, certeza e união com Jesus, a nossa oração será sempre eficaz, e chegará a Deus sem dúvida. Se formos ou não atendidos, dependerá da vontade de Deus e os seus planos para nós. Oração e vida cristã são inseparáveis. Eis o que Jesus nos fala: “Tudo o que pedirdes a meu Pai em meu nome, Ele vos dará. Isto, porém, vos mando: Amai-vos uns aos outros” (Jo 15, 16-17). Então, vale a pena rezar?

 

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