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Aula 22/2009
22 - CARTA A TITO
ORIENTAÇÕES PARA UMA VIDA NOVA
(2, 1 – 15)
 
Orientações para diferentes grupos sociais -:  “Quanto a você, ensine o que é conforme a sã doutrina. Que os velhos sejam sóbrios, respeitáveis, sensatos, fortes na fé, no amor e na paciência. As mulheres idosas também devem comportar-se como convém a pessoas sensatas: não sejam caluniadoras, nem escravas de bebida excessiva; pelo contrário, sejam capazes de dar bons conselhos, de modo que as recém casadas aprendam com elas a amar seus maridos e filhos, a ser ajuizadas, castas, boas donas de casa, submissas a seus maridos, amáveis, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada.
 Aconselho igualmente os jovens, para que em tudo tenham bom senso. E você mesmo seja exemplo de boa conduta, sincero e sério em seu ensino, expressando-se numa linguagem digna e irrepreensível, para que o adversário nada tenha a dizer contra nós e fique envergonhado. Os servos devem ser em tudo obedientes a seus senhores, dando-lhes motivos de alegria: não devem ser teimosos, nem roubar; pelo contrário, devem dar provas de inteira fidelidade, para em tudo honrar a doutrina de Deus, nosso Salvador”. (2, 1 – 10).
 Este trecho oferece normas de vida para os velhos, ou seja, aos cristãos da terceira idade, que passaram de 60 anos. Paulo pede a eles seis coisas: três delas tiradas da ética dos gregos (sobriedade, respeitabilidade e sensatez) e três outras tipicamente cristãs (fé, amor e paciência). Sabia ele que os mais velhos unem a experiência de vida à fortaleza da fé cristã.
 A segunda orientação é para as mulheres da terceira idade: sensatez de palavras (não caluniar) e  autodomínio (não beber em demasia, coisa comum nas idosas daquele tempo). Pede ainda Paulo que as mais velhas forneçam exemplos às jovens, principalmente às recém casadas, orientando-as na sua nova vida. Não nos esqueçamos que naquele tempo, a mulher ideal era a dona de casa, fiel ao marido e zelosa para com os filhos. Devia ser submissa ao marido, o que era visto como a vontade de Deus. Era isso que Paulo, como homem de seu tempo, pedia às mais velhas que ensinassem às jovens esposas.
 Note-se então que Paulo, ao contrário da sociedade atual, valorizava imensamente as pessoas da terceira idade, vendo-as como fonte confiável de experiência da vida. Na sociedade de hoje, que encara como importantes apenas as pessoas mais jovens e economicamente ativas, os idosos são vistos, geralmente, como pessoas que já nada mais tem a dizer ou a fazer.
 O terceiro grupo de pessoas citadas na carta são os jovens. Trata-se aqui tanto dos jovens recém chegados à vida adulta quanto dos adultos com menos de sessenta anos. O que lhes é pedido? Simplesmente bom senso em todas as coisas. Para explicar melhor, veja-se o que Paulo recomenda a Tito, que certamente é jovem (ainda não chegou à terceira idade): ser exemplo de boa conduta, sincero nas palavras e no ensino, de modo que a teoria não seja desmentida pela prática.
 Finalmente, a carta se volta para um grupo social que já não existe hoje em dia (pelo menos na teoria): os escravos. Muitos cristãos de hoje se espantam ao ver que até mesmo o próprio Jesus, e também Paulo e os demais cristãos, tratavam a existência de escravos com certa naturalidade. Mais uma vez, não se deve esquecer que os escravos eram coisa natural daqueles tempos. Mas, como Jesus ensinou, todos são filhos de Deus e iguais perante Ele. Por isso, os escravos eram bem recebidos nas comunidades cristãs, onde se sentiam valorizados como pessoas. Por isso, como já vimos, os escravos eram até maioria em muitas comunidades cristãs.
 
E Jesus Cristo? -: pouco se falou de Jesus até agora. No entanto, após abordar temas do dia a dia e apontar normas para a vivência do homem material, Paulo volta-se para o espiritual e escreve: “A graça de Deus se manifestou para a salvação de todos. Ela nos ensina a abandonar as paixões mundanas para vivermos com autodomínio, justiça e piedade, aguardando a bendita esperança, isto é, a manifestação da glória de Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador. Ele se entregou a si mesmo por nós, para nos libertar de toda a iniqüidade e para purificar um povo que lhe pertence, e que seja zeloso em boas obras. Diga-lhes todas essas coisas. Exorte-os e repreenda-os com toda a autoridade. Que ninguém o despreze” (2, 11 – 15).
 Talvez essas palavras sejam um fragmento da profissão de fé dos primeiros cristãos. Importante é notar que, como sempre, Paulo pede o abandono do homem velho e a passagem para o homem novo. A razão dessa mudança se chama Jesus Cristo. Sua vida, morte e ressurreição são como uma libertação, um resgate para todos nós.
 
Como responder a Cristo? -: Paulo ensina que respondemos a essa libertação espiritual e material que Cristo nos deu mediante o zelo nas boas obras (aqui, boas obras significam não só as ações materiais do cristão, como também as relações que mostram que o cristão consciente é um novo homem, com uma nova espiritualidade. Essa é uma das funções de Tito e deve fazer parte de seu ensinamento.
 

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