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Aula 23/2012
 ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2012
 

23 - JESUS ENSINA NO TEMPLO – O FIM DO MUNDO (Mc 12, 35 – 13, 37)

(08/Outubro/2012)
 

 

Os ensinamentos de Jesus -: Todos os cidadãos judeus tinham o direito de fazer leituras do Torá e discutir sobre religião no Templo. Jesus, reconhecido pelos próprios  doutores da Lei como um mestre religioso, aproveitou sua estada em Jerusalém para ensinar no Templo. Esses ensinamentos de Jesus foram divididos em três assuntos principais: o primeiro, sobre a origem do Messias (Mc 12, 35 – 37); o segundo, sobre o poder intelectual que explora o povo (Mc 12, 38 – 40) e o terceiro, sobre o futuro do próprio Templo (Mc 13, 1 – 2).

 

O Messias e Davi -: a tradição religiosa dos judeus dizia que o Messias surgiria da família de Davi e sua descendência reinaria para sempre em Israel. Logo, o Messias iria restaurar o reinado em Israel e livraria o país de qualquer dominação estrangeira. Citando o Salmo 110, em que o próprio Davi chama o Messias de “meu Senhor”, Jesus demonstrou que essa ligação entre Davi e o Messias não tinha nada a ver com a missão do Messias e, portanto, nada a ver também com os reis de Israel. Mais uma vez, portanto, Jesus criticou as crenças judaicas de um Messias atrelado aos reis e às elites dominantes, apenas por ser descendente de Davi. E o povo, ouvindo Jesus, entendeu muito bem o que Ele ensinava: “E uma grande multidão o escutava com gosto” (Mc 12, 37).

 

 

O poder intelectual que explora -: o segundo ensinamento de Jesus preveniu o povo contra os doutores da Lei e os religiosos que o exploravam, valendo-se de sua posição social. Dizia Jesus que esses exploradores gostavam de aparecer e serem honrados, e “no entanto, exploram as viúvas e roubam suas casas, e para disfarçar fazem longas orações” (Mc 12, 40). Utilizavam-se de sua sabedoria e instrução para enganar o povo desprotegido e assim tirar o que podem daqueles que pouco tem. Jesus julgou esses exploradores: “Por isso vão receber uma condenação mais severa” (Mc 12, 40).

 

 

A destruição do Templo -: “Jesus estava sentado diante do Tesouro do Templo e olhava a multidão que depositava moedas no Tesouro” (Mc 12, 41). O Tesouro eram cofres depositados no pátio do Templo, onde o povo depositava as ofertas destinadas a reformas, sustento do culto e sustento dos sacerdotes e funcionários. Jesus observou que os ricos depositavam muito dinheiro, enquanto uma viúva pobre depositou duas pequenas moedas, que valiam muito pouco. O comentário de Jesus ensina uma lição: “Eu garanto a vocês: essa viúva pobre depositou mais do que todos os outros que depositaram dinheiro no Tesouro.Porque todos depositaram do que estava sobrando para eles. Mas essa viúva, na sua pobreza, depositou tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver” (Mc 12, 43 – 44). Jesus nos ensinou que o Reino de Deus não vê méritos na ostentação, mas nas atitudes bem intencionadas. A oferta da viúva foi o único ato positivo que Jesus viu em Jerusalém. E para provar isso, Jesus diz aos discípulos: “Vocês estão vendo essas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra; tudo será destruído” (Mc 13, 2). Ele desautoriza de uma vez por todas o Templo como centro de salvação. Ao ser destruído o Templo, será destruído também todo o sistema que pretendia ser a única ligação com Deus.

 

O fim do mundo -: aproveitando o assombro dos discípulos sobre sua predição acerca da destruição do Templo, Jesus os ensinou sobre o fim dos tempos. Jesus predisse que iriam aparecer muitos charlatães que tentariam enganar o povo. Ensinou também que os conflitos sociais e políticos e os desastres naturais não seriam o fim do mundo e não deveriam ser causa de pessimismo. Predisse ainda as perseguições que os discípulos sofreriam por sua causa, do mesmo modo como Ele foi perseguido, mas o Espírito Santo os iluminaria no momento necessário.

 

            Jesus não insistiu nos aspectos catastróficos do fim do mundo, mas ressaltou o seu aspecto positivo: “Então eles verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens com grande poder e glória. Ele enviará os anjos dos quatro cantos da terra, e reunirá as pessoas que Deus escolheu, do extremo da terra ao extremo do céu” (Mc 13, 26 – 27).

 

 

Entretanto, Jesus condenou severamente todas as tentativas de prever o fim do mundo: “Quanto a esse dia e essa hora, ninguém sabe nada, nem os anjos do céu, nem o Filho. Somente o Pai é quem sabe” (Mc 13, 32).

 

            Terminando essa exposição, Jesus exigiu de todos uma contínua vigilância, como se tudo fosse acontecer na mesma noite: “Prestem atenção! Não fiquem dormindo, porque vocês não sabem quando vai ser o momento” (Mc 13, 33). Portanto, só a perseverança na realização daquilo que nos foi incumbido (sermos verdadeiros cristãos!) poderá nos dar tranqüilidade. O seguimento de Jesus é uma tarefa que implica a vida inteira e não apenas um dia antes do fim do mundo.

 

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