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Aula 25/05/15 - Maria Na Bíblia

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2015

 

MARIA NA BÍBLIA

25/Maio/2015

 

Um preconceito enganoso -: É comum entre os cristãos católicos a crença de que Nossa Senhora é uma figura muito pouco mencionada na Bíblia, e que as Sagradas Escrituras não dão a Maria a devida atenção que ela merece. Isso, na verdade, é um preconceito, e além do mais, um engano. Apenas quem não conhece a Bíblia da forma como deveria é que pensa dessa maneira. Aliás, certas seitas que se dizem cristãs e que apregoam conhecer a Bíblia como único instrumento de orientação também cai nesse preconceito e dizem que Nossa Senhora é simplesmente “uma mulher como outra qualquer” e que ela não deve ser reverenciada, como os católicos fazem.

            Enganam-se redondamente. O próprio anjo Gabriel saudou Maria como “cheia de graça; o Senhor está contigo”. Nossa Senhora ocupa, felizmente, um lugar muito importante nas páginas da Bíblia, tanto do Novo Testamento quanto do Antigo, embora neste último sua presença esteja prefigurada e não explícita. Mas assim também acontece com Jesus Cristo, presente em quase todas as profecias de forma oculta, mas plenamente comprovável.

 

Maria no Antigo Testamento -: Maria aparece na Bíblia desde o seu primeiro livro, o Gênesis, onde Eva (Maria prefigurada) “pisa a cabeça da serpente”, ou seja, combate o demônio. Outra mulher onde Maria está prefigurada é Judite. Em Judite 13, 23-25, ela diz: “Mas juro-vos, pelo Senhor, que o seu anjo me protegeu... o Senhor não permitiu que sua serva fosse manchada. Ele reconduziu-me a vós, livre de todo pecado, cheia de alegria pela vossa vitória”. A virgindade de Maria também está predita no livro do profeta Ezequiel (Ez 44, 2-3) onde se lê: “O Senhor disse-me: este pórtico ficará fechado. Ninguém o abrirá ninguém aí passará”. Nos Salmos, a figura de Maria também está simbolizada: o salmo 45 diz o seguinte: “As filhas do Rei formam o vosso cortejo; posta-se à vossa direita a Rainha, ornada de ouro de Ofir”. No livro de Ester (outra mulher que prefigura Maria no A.T.) encontra-se a seguinte frase: “O Rei amou-a mais que a todas as mulheres, e ela ganhou suas graças mais que todas as jovens” (Ester 2, 17). Vale lembrar que sempre que é citado o Rei, ele é a prefiguração do Senhor. No primeiro livro dos Reis (I Rs 2, 18-20), está escrito: “Salomão (o Rei) mandou colocar um trono para sua mãe, e ela sentou-se à sua direita. ‘Tenho um pequeno pedido a fazer-te, disse ela, não o recuse’. O Rei respondeu: ‘Pede, minha mãe, porque nada te  recusarei”.

É Deus Pai respondendo a Maria, sua Mãe. Em Miquéias (Mq 5, 2), lê-se: “Por isso, Deus os abandonará, até o dia em que der à luz aquela que deverá dar à luz”. É preciso mais?

            Existem muitas outras ligações da Virgem Maria com o Antigo Testamento, mas estas bastam para dar uma ideia da importância de Nossa Senhora na Bíblia. Mas no Novo Testamento, Maria aparece em pessoa, nas passagens mais importantes do Evangelho.

 

Nossa Senhora no Novo Testamento -: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo sua vontade” (Lc 1, 38). Estas palavras de Maria traduzem toda a sua obediência à vontade de Deus, mesmo sabendo o que o futuro lhe reservaria por causa disso.  Maria aparece desde antes do nascimento de Cristo, destinada por Deus a ser sua Mãe.  Em sua viagem para auxiliar Isabel, Maria diz, em certo momento: “Doravante, todas as gerações me chamarão bem aventurada” (Lc 1, 48). Todos, menos os protestantes, que se vangloriam de conhecer a Bíblia, mas somente as passagens que lhes interessam.

Mas Maria também estava destinada a sofrer, e muito. O velho Simeão, iluminado por Deus, disse a Maria: “Uma espada de dor transpassará tua alma” (Lc 2, 35). E assim foi, pois se uma lança transpassou Jesus, a dor transpassou o coração de Maria. Mas é na narrativa das bodas de Caná (Jo 2, 1-12) que Nossa Senhora mostra todo o poder de intercessão que ela tem sobre seu Filho. Mesmo diante da aparente recusa de Jesus em iniciar seus milagres, ela diz aos criados: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Confiança de Mãe que conhece profundamente o coração do Filho. No calvário, a mãe acompanhou seu Filho até o final, mesmo sofrendo tanto quanto Ele. Recebeu de Jesus a missão de ser Mãe de todos nós, na figura de João. E assim é para sempre.

            Maria aparece no livro dos Atos dos Apóstolos, orando junto aos discípulos no Pentecostes. Não abandonou a Igreja ainda temerosa,pois sua presença dava coragem e confiança a todos.

            “Apareceu, em seguida, um grande sinal no céu: uma mulher vestida de sol, a lua debaixo de seus pés e na cabeça, uma coroa de doze estrelas”. (Ap 12, 1). No livro do Apocalipse, São João nos conta a visão de Maria triunfante sobre o Dragão (o diabo), que, irritado, fugiu e se pôs a combater a sua descendência (todos os que amam a Maria são sua descendência, seus filhos espirituais). Mas seremos sua descendência apenas se nos comprometermos com seu Filho Jesus e seguirmos seus ensinamentos.

 

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