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Aula 25/07/16 - A Oração Na Igreja

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2016

 

A ORAÇÃO NA IGREJA

25/Julho/2016 

A ação do Espírito Santo -: no dia de Pentecostes, o Espírito prometido por Jesus foi derramado sobre os discípulos, que, reunidos, esperavam sua chegada. O Espírito Santo,

que ensina a Igreja e lhe recorda tudo aquilo que Jesus disse, irá também formá-la para a vida de oração. Na primeira comunidade de Jerusalém, os fiéis se mostravam “assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” , conforme At 2, 42. Pois bem, essa sequência tornou-se, a partir daí, típica da oração da Igreja: baseada na fé e legitimada pela caridade, ela é alimentada na Eucaristia. As formas da oração, desde os tempos apostólicos, são conservadas pela Igreja, e também são renovadas, sempre sob a inspiração do Espírito Santo.

            As formas da oração são as seguintes: bendição e adoração, súplica, intercessão, ação de graças e louvor.  

 

A oração de bendição e adoração -: a bendição representa o movimento básico da oração, sendo o encontro do homem com Deus, que é a fonte de toda bênção. Desta forma, o ser humano, abençoado por Deus, pode também bendizer ao Criador. Um exemplo dos mais simples dessa oração está numa das respostas que damos na missa: “Bendito seja Deus para sempre”.

            A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante de seu Criador. Ela mostra a grandeza de Deus que nos criou e a sua bondade, que nos liberta de todo o mal. 

 

A oração de súplica -: este tipo de oração tem muitas formas de se expressar: as principais são pedir, insistir e invocar. Mas a sua forma mais comum, por ser a mais espontânea, é o pedido: é a forma pela qual expressamos nossa fé e nossa dependência daquele que nos criou. Na súplica, reconhecemos que o Senhor é o único que pode realizar nosso desejo, e também demonstramos a nossa esperança no seu atendimento à nossa prece. O pedido de perdão é o primeiro movimento da oração de súplica. Em Lc 18, 13, o publicano pede: “Tem piedade de mim, pecador”. É a primeira condição daquele que pede: reconhecer-se pecador diante de Deus.  Na oração de insistência  demonstramos que, por mais que demore a rsposta de Deus ao nosso pedido, confiamos no seu atendimento. Lembramos, ao insistir, o ensinamento de Jesus contido na parábola do juiz e da viúva (Lc 18, 1-8), onde a insistência é premiada com o atendimento. A oração de invocação se traduz no chamamento que fazemos a Deus, para que nos ampare e oriente nas ações que iremos praticar, independente de sua natureza. Um exemplo muito característico é quando invocamos o Espírito Santo, no início das nossas atividades: “Vinde, Espírito Santo…”.

            Quando orarmos, é necessário que compreendamos também que toda e qualquer necessidade pode ser objeto de oração, desde que legítima e honesta. Deus não atenderá desejos de vantagens pessoais, de vingança contra outros, ou de prosperidade material, como muitos fazem em seu Nome.

 

A oração de intercessão -: a intercessão é uma oração de pedido que nos coloca lado a lado com a oração de Jesus, durante toda a sua vida. Ele é o único intercessor diante do Pai em favor de todo ser humano, dos justos e, sobretudo, dos pecadores. Como diz São Paulo, Jesus “é capaz de salvar de modo definitivo aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que Ele vive para sempre para interceder por eles” (Hb 7, 25). A oração de intercessão se resume, principalmente, em pedir a favor do próximo. Ela é própria do coração do fiel que está em comunhão com a misericórdia de Deus. Na intercessão, aquele que ora “não procura seus próprios interesses, mas pensa, sobretudo nos dos outros” (Fl 2, 4), e reza mesmo por aqueles que lhe fazem mal, como fez Estêvão orando pelos seus carrascos (At 7, 60), imitando Jesus na cruz. Um exemplo bem próximo de nós é quando pedimos orações pelo próximo, como fazemos no início das nossas aulas na Escola Vivencial. 

 

A oração de ação de graças -: como na oração de súplica, todo acontecimento e toda necessidade podem ser motivo de ação de graças. As cartas de São Paulo começam e terminam por uma ação de graças: “Por tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus” (1Ts 5, 18). “Perseverai na oração, vigilantes, com ação de graças” (Cl 4, 2). Em resumo, toda a nossa vida deve ser uma permanente ação de graças a Deus, pela nossa vida e pela nossa salvação por Jesus Cristo. Como exemplo, ainda na nossa Escola Vivencial, terminamos nossas atividades com uma oração de ação de graças: “Graças vos damos, Deus Todo-Poderoso…”. 

 

A oração de louvor -: a oração de louvor é aquela que reconhece que Deus é o Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, e dá a Ele toda a glória. Pela oração de louvor, o Espírito Santo se une com o nosso espírito para reconhecer que somos filhos de Deus. A oração de louvor reune todas as outras formas de oração e as leva a Deus, que é sua fonte e termo final: “o único Deus, o Pai, de quem tudo procede e para quem nós somos feitos” (1Cor 8, 6).

            Lucas menciona muitas vezes, em seu Evangelho, o louvor diante das maravilhas realizadas por Cristo. Exalta também as ações do Espírito Santo nos Atos dos Apóstolos, como por exemplo, o caso do aleijado curado por Pedro e João (At 3, 1-8) e a multidão que, por isso, glorifica a Deus (At 4, 21).

            Resumindo todas as formas de oração, assinalamos que todas elas se encerram na Eucaristia, que é a forma mais perfeita de oração, visto que ela é o próprio Corpo de Cristo, que oferecemos ao Pai.

 

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