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Aula 26/02/18 - Jesus e a Lei de Israel

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2018

 

JESUS E A LEI DE ISRAEL

26/Fevereiro/2018

 

 

O que era a Lei de Israel? -: todos conheceram o episódio em que Moisés, no alto do monte Sinai, recebeu do próprio Deus Javé as tábuas contendo os seus Mandamentos, conhecidas como “as tábuas da Lei”.  Os Mandamentos de Deus somados aos cinco livros iniciais da Bíblia, o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) eram reconhecidos pelos judeus como “a Lei”. Também os livros dos Profetas eram observados como fazendo parte dos textos sagrados. Como Israel era um estado político-religioso, as leis trazidas por Moisés, o Pentateuco e os Profetas eram considerados não apenas como preceitos da religião, mas também como leis civis.

 

 

 

O que disse Jesus sobre a Lei -: no começo do Sermão da Montanha, Jesus fez uma advertência solene sobre a Lei: “Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido um só i, uma só vírgula da Lei sem que tudo seja realizado” (Mt 5, 17).

 

            Portanto Jesus, mesmo sendo o Messias e o Filho de Deus, também tinha obrigação de cumprir a Lei, executando-a na sua integridade, até nos mínimos preceitos, segundo suas próprias palavras. Ele foi o único que conseguiu cumprir a Lei com perfeição.  Os judeus nunca conseguiram seguir a Lei à risca, e por isso mesmo tinha no seu calendário de cerimônias religiosas uma data em que comemoravam a festa da Expiação, quando pediam a Deus o perdão pelas transgressões à sua Lei.

 

            Como podemos ver, a Lei de Israel constituía um todo e, como diz São Tiago, “aquele que guarda toda a Lei, mas desobedece a um só ponto, torna-se culpado da transgressão da Lei inteira” (Tg 2, 10). Esse princípio de integralidade da observância da Lei, não somente em sua letra, mas também no seu espírito, como já vimos, era muito caro aos fariseus. Por esse motivo, eles acabaram por tornar a Lei quase insuportável no seu cumprimento, acrescentando regras e mais regras (613 ao todo), muitas delas absurdas, o que terminou por levar ao conflito com Jesus.

 

 

 

O cumprimento perfeito da Lei -: com Jesus, a Lei não aparece mais gravada em tábuas de pedra, mas “no fundo do coração”. Jesus cumpriu a Lei até ao ponto de por ela morrer. Como diz São Paulo, “a morte de Cristo aconteceu para resgatar as transgressões cometidas na época da Primeira Aliança” (Hb 9, 15). 

 

 

 

O Rabi -: Jesus apareceu aos olhos dos judeus como um “Rabi”, palavra que significa “Mestre”, e era um título honorífico dado àqueles que possuíam grande conhecimento da Lei e ensinavam o povo. Com muita frequência, Jesus interpretava a Lei na plena vontade de Deus, o que causava espanto e admiração em todos. Mas ao mesmo tempo, Jesus acabava por chocar os fariseus e os doutores da Lei, já que não se contentava em ensinar segundo os seus preceitos exagerados, senão que ensinava como “alguém que tem autoridade, e não como os escribas” (Mt 7, 28-29).

 

 

 

A interpretação de Jesus sobre a Lei -: Jesus ensinou a mesma Palavra de Deus que Moisés ouviu no monte Sinai, e a interpretou fielmente em outro monte, o monte das Bem-aventuranças. Ele não aboliu a Lei, mas a cumpriu, fornecendo de modo divino a sua perfeita interpretação: “Aprendestes o que foi dito aos antigos... Eu, porém, vos digo...” (Mt 5, 33-34).

         

   Com esta mesma autoridade divina, ele anula as “tradições humanas” (Mc 7, 8), aquelas regras absurdas dos fariseus, que “invalidam a Palavra de Deus” (Mc 7, 13). Por exemplo, Jesus cumpriu a Lei a respeito da pureza dos alimentos, que os fariseus interpretavam ao pé da letra, proibindo uma série de alimentos por eles considerados como “impuros”, e impondo outra série de regras para as refeições. Em vez de se ater ao aspecto material da Lei, Jesus a interpretou no seu sentido divino, observando que “Tudo o que vem de fora, entrando no homem, não pode torná-lo impuro... o que sai do homem é isto que o torna impuro. Pois é de dentro, do coração dos homens, que saem as intenções malignas” (Mc 7, 18-21). Como esse exemplo, quase todos os outros preceitos ensinados pelos escribas e observados pelos fariseus observavam o aspecto material da Lei, e não o seu sentido divino. Isto vale particularmente para a questão do sábado, em que Jesus mostrou o que interessa a Deus: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor até do sábado” (Mc 2, 27-28).

 

            Ao dar com autoridade divina a interpretação definitiva da Lei, Jesus acabou confrontando-se com certos doutores da Lei que não aceitavam essa interpretação, que contrariava tudo aquilo em que eles acreditavam.
 

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