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Aula 28/2010
ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2010
 
28- O MISTÉRIO PASCAL NOS SACRAMENTOS DA IGREJA

(Itens 1113 a 1135 do Catecismo da Igreja Católica)

 Uma introdução -: toda a vida litúrgica da Igreja gira em torno da Eucaristia e dos Sacramentos. Como sabemos, existem sete Sacramentos: Batismo, Confirmação (Crisma), Eucaristia, Penitência (Confissão), Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio. Nesta introdução, vamos tratar daquilo que é comum aos sete Sacramentos do ponto de vista da doutrina, deixando o que lhes é comum sob o aspecto da celebração e o que é próprio de cada um deles para mais adiante.
 

 

 

Os Sacramentos de Cristo -: a Igreja ensina que os Sacramentos foram todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo. As palavras e as ações de Jesus durante sua vida já eram orientadas para a salvação dos homens. Elas anunciavam e preparavam aquilo que Ele iria dar à Igreja quando sua missão estivesse terminada. Os Sacramentos da Igreja são os fundamentos da vida cristã e são baseados nos mistérios da vida de Cristo, pois “aquilo que era visível no nosso Salvador passou para os seus mistérios” (São Leão Magno, Sermões, 74, 2). Podemos então afirmar que os Sacramentos, que através do Espírito Santo agem na Igreja, são as “obras-primas de Deus”.

 
 
 

Os Sacramentos da Igreja -: assim, durante os primeiros séculos, a Igreja foi discernindo que entre as suas celebrações litúrgicas, existiam sete que eram instituídos pelo próprio Senhor Jesus. Os Sacramentos pertencem à Igreja num duplo sentido: existem através dela e para ela. São através da Igreja porque, por meio do Espírito Santo, é a Igreja que os comunica; são para a Igreja porque são os Sacramentos, na verdade, que dão aos cristãos católicos toda vida e toda a força que Cristo quis nos comunicar. Através do Batismo e da Crisma, o Povo de Deus se torna cristão; por outro lado, alguns fiéis são revestidos da Ordem sagrada para cuidar da Igreja de Cristo. Vemos então que esses três Sacramentos conferem, além da Graça de Deus, uma espécie de “selo” pelo qual o cristão participa do sacerdócio de Cristo e faz parte da Igreja segundo funções diferentes.

 

Os Sacramentos da fé -: a missão de batizar está muito clara dentro da missão de evangelizar, ordenada por Cristo à sua Igreja. Ninguém se torna cristão se não for batizado. O Sacramento do Batismo é, então, preparado pela Palavra de Deus e pela fé, que é a adesão a esta Palavra. Os Sacramentos não somente pressupõem a fé, mas também alimentam esta fé e a fortalecem. Quando a Igreja celebra os Sacramentos, ela confessa a fé recebida de Cristo, através dos Apóstolos. É por isso que nenhum rito sacramental pode ser modificado por quem quer que seja, nem mesmo pela suprema autoridade da Igreja.

 

Os Sacramentos da salvação -: os Sacramentos conferem, a quem os recebe, o dom da Graça Santificante. Neles, o próprio Cristo age; é Ele quem batiza e está presente nos Sacramentos. A partir do momento em que um Sacramento é celebrado, o poder de Cristo e do seu Espírito agem nele e por ele, independentemente do sacerdote que o celebra. A Igreja afirma que, para os crentes, os Sacramentos de Cristo são necessários para a sua salvação. A graça proporcionada pelos Sacramentos é a graça do Espírito Santo dada por Cristo e inerente a cada Sacramento. O Espírito Santo transforma os que os recebem, integrando-os com o próprio Jesus.

 

 

 

Os Sacramentos da vida eterna -: a Igreja celebra  o seu Senhor  “até que Ele venha”

 

 

e até que “Deus seja tudo em todos”. (1Cor 11, 26; 15,28). Desde os tempos iniciais do Cristianismo, ou seja, desde a era apostólica, a liturgia participa do desejo de Jesus: “Desejei ardentemente comer esta Páscoa com vocês (...) até que ela se cumpra no Reino de Deus” (Lc 22, 15-16). Nos Sacramentos de Cristo, a Igreja já recebe a promessa da sua herança, já participa da Vida Eterna, embora ainda “aguarde a esperança, a manifestação da glória de nosso Salvador Jesus Cristo” (Tt 2, 13).

 

 

 

 

Finalizando -: São Tomás de Aquino resume assim os diversos aspectos do sinal dos Sacramentos: “Daí que o Sacramento é um sinal rememorativo daquilo que antecedeu, isto é, a Paixão de Cristo;  demonstrativo daquilo que em nós é realizado pela Paixão de Cristo, ou seja, a Graça; e prenunciador da glória futura”. (S. Tomás de Aquino, s. th. 3,68.8).

 

 

Resumindo -: os Sacramentos são sinais eficazes da Graça, instituídos por Jesus Cristo e confiados à guarda da Igreja; através deles, nos é oferecida toda a vida divina. Os ritos visíveis sob os quais os Sacramentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada Sacramento. Os Sacramentos produzem bons frutos naqueles que os recebem de coração sincero, através dos ministros da Igreja.

            O Espírito Santo nos prepara para receber os Sacramentos por meio da Palavra de Deus e pela fé. Então, podemos dizer que os Sacramentos tanto significam quanto fortalecem a fé.

            Os frutos da vida nos Sacramentos são ao mesmo tempo pessoais e comunitários (eclesiais). Por um lado, estes frutos são para cada fiel uma vida em Jesus Cristo; por outro lado, são para toda Igreja crescimento na caridade e na sua missão de testemunhar a Nosso Senhor.

 

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