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Aula 29/01/18 - Vida em Israel nos Tempos de Jesus

ESCOLA VIVENCIAL DO GED DE PIRACICABA – 2018

 

VIDA EM ISRAEL NOS TEMPOS DE CRISTO

29/Janeiro/2018

 

 

Os reis de Israel nos tempos de Cristo-: Herodes, o Grande, governou Israel com mãos de ferro durante 32 anos, desde 28 antes de Cristo até 4 depois de Cristo, quando morreu de uma infecção generalizada. Foi esse Herodes o responsável pela matança dos inocentes, quando mandou matar todas as crianças de 2 anos para baixo, em Belém, a fim de livrar-se, segundo pensava, do “Rei de Israel” que iria tomar seu lugar. Não conseguiu como se sabe.

Mas, apesar de ser um rei considerado um verdadeiro monstro, Herodes foi, por outro lado, um grande administrador de Israel, autor de grandes construções por todo o país, e mostrava-se preocupado com o desenvolvimento do seu reino. Quando morreu, no ano 4, dividiu Israel entre 4 dos seus filhos, sendo que a Galiléia foi destinada a Herodes Antipas.

Dessa forma, no tempo de Jesus, a Galiléia era governada por Herodes Antipas, que, como o pai, também era malvado, mas sem o talento dele. Mas Herodes Antipas, como os outros governantes, estava submetido à Pôncio Pilatos, procônsul de Roma, que era quem, na realidade, mandava em Israel.

 

 

A situação política nos tempos de Cristo-: como se viu, Israel era governado por Herodes Antipas, mas sob as ordens de Roma. Como se pode deduzir, o povo não estava nada satisfeito em viver sob a servidão da potência que era o Império Romano, ainda mais que os romanos eram considerados infiéis e, portanto, impuros, segundo a religião hebraica.

Não é de se admirar, portanto, que houvesse muita gente descontente com a situação política, e durante esses anos, muitas rebeliões aconteceram tentando libertar o país do jugo romano, mas sem sucesso. Roma sufocava as rebeliões com o poderio de suas legiões, e os revoltosos eram crucificados. Ao contrário do que se pensa, a crucificação era um castigo exclusivo daqueles que se revoltava contra o Império Romano. Não era uma pena aplicada contra crimes comuns. Por isso mesmo, aqueles crucificados juntamente com Cristo não eram ladrões, mas sim revoltosos provavelmente pertencentes a uma de várias facções rebeldes que combatiam Roma. Essa era a situação política quando Jesus iniciou a sua vida pública.

 

 

As classes sociais no tempo de Jesus-: como acontece até nos dias de hoje, o povo judeu era constituído de três grandes camadas sociais: a elite, uma pequena classe média de trabalhadores especializados, e uma grande camada de pessoas muito pobres. Além disso, havia os marginalizados da sociedade, como os escravos, as prostitutas e os doentes, principalmente de lepra, que eram excluídos do convívio social. A classe rica era composta dos governantes romanos, dos sumos sacerdotes, dos militares romanos, dos escribas, coletores de impostos e grandes agricultores.

A classe média compunha-se dos sacerdotes comuns, pequenos agricultores e trabalhadores especializados. Já a classe pobre tinha várias camadas, desde pequenos trabalhadores até aqueles marginalizados já citados.  

A família de José, Maria e Jesus morava em Nazaré, cidade que, na época, não tinha mais do que 200 habitantes, pouco mais ou menos. José era carpinteiro e não deveria ter muito trabalho por ali. Provavelmente José e Jesus iam até Séforis, cidade relativamente grande perto de Nazaré procurar trabalho. Também, como quase todos os cidadãos de Nazaré, plantavam hortaliças para seu sustento. Era, portanto, uma família pobre, embora não miserável.

 

 

O Templo e as sinagogas-: Israel era um país político-religioso, onde a religião tinha uma grande influência sobre os governantes. O centro da religião hebraica era o Templo, em Jerusalém, para onde convergiam todas as práticas religiosas e todas as obrigações do povo. Era obrigatória a presença do povo no Templo na época da Páscoa judia. Esse Templo, conhecimento pelo nome de Templo de Salomão, havia sido restaurado, na época de Jesus, por Herodes o Grande. Compunha-se de vários compartimentos, desde o mais externo, até onde as mulheres podiam ficar, passando pelo segundo, onde ficava os homens, o terceiro, reservado aos sacerdotes e, finalmente, o último, chamado “Santo dos Santos”, onde somente o Sumo Sacerdote podia entrar, uma vez por ano. Ali se guardava a Arca da Aliança.

As sinagogas eram os templos espalhados por todas as cidades, onde os habitantes realizavam suas obrigações religiosas. Quase todas as cidades de Israel possuíam pelo menos uma sinagoga.

 

 

A religião e as superstições-: a religião hebraica era, no tempo de Jesus, uma verdadeira coleção de regras e obrigações, a maioria delas absurda, o que levou Jesus a combatê-las duramente. Além disso, havia superstições profundamente arraigadas no espírito do povo, tais como: a doença era sinal de que o doente era pecador; o rico gozava de bem estar porque era querido por Deus, e assim por diante.

 

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